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Pré-candidatura é retomada de uma missão, afirma Collor

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Em um discurso de 21 minutos, o senador Fernando Collor de Mello (PTC/AL) apresentou as diretrizes de sua pré-candidatura à Presidência da República. O parlamentar defendeu, da tribuna do Senado Federal, ontem, que é chegado o momento de o extremismo se afastar de vez da política brasileira, fazendo renascer na população o sentimento de esperança e de otimismo em torno de um Brasil melhor para todos. Ele declarou também que a sua pré-candidatura é a retomada de uma missão pelo País. O senador assegurou estar disposto a alavancar novamente o Brasil, mediante um novo acordo com toda a sociedade. Isso só será possível com planejamento e com sólido programa social que seja tecnicamente recomendável, politicamente viável e socialmente aceito, destacou. Fernando Collor revisitou a história do seu governo e rememorou alguns dos feitos positivos de seu curto mandato presidencial, a exemplo da abertura econômica do País e da consolidação do lastro financeiro que possibilitou a implantação do Plano Real pelo seu vice-presidente, Itamar Franco, e o então ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso. O senador enfatizou, ainda, a medida que garantiu uma nova realidade para os aposentados do campo. Determinei o pagamento mensal de um salário mínimo aos aposentados do antigo Funrural. Collor também relembrou que foi responsável por planejar e realizar a Rio 92 que reuniu líderes mundiais no Brasil , bem como extinguiu a figura do cheque ao portador, instituindo ainda o uso do cartão de crédito no exterior, além de pôr fim às famosas carroças. Coube ao então chefe do Poder Executivo, inclusive, assinar o Tratado de Assunção que criou o Mercosul, secundando o trabalho iniciado pelo presidente José Sarney. Enxuguei a máquina administrativa. Abri econômica e comercialmente o Brasil para o mundo. Quebrei monopólios, privilégios e reservas de mercado. Enfrentei grandes grupos econômicos e poderosos políticos da época. Tirei o País do atraso da Revolução Industrial de 1ª e 2ª gerações e o incluí na terceira geração, a da informatização. Imprimi avanços em demandas sociais como educação, saúde, assistência social e meio ambiente. Sancionei leis de grande relevância, como o Código de Defesa do Consumidor, o ECA, a Lei Rouanet, o Regime Jurídico Único dos Servidores, a Lei de Improbidade Administrativa, a Lei de criação do SUS, entre tantas outras. Da tribuna, o pré-candidato fez uma avaliação no sentido de que, hoje, vê-se tempos de extremismos e pós-verdades, de bravatas, radicalismos e, pior, de intolerâncias e confrontos de argumentos ideologicamente vazios. Para o ex-presidente da República, a população brasileira não pode mais se iludir, sendo necessária moderação, equilíbrio, maturidade e, sobretudo, um caminho que ainda não se abriu e que aponta para um centro democrático progressista e liberal, capaz de promover as mudanças demandadas pelo povo brasileiro. Um centro que nos leve à receita correta adotada pelas grandes nações, que conseguiram politicamente atender aos anseios sociais pela via econômica responsável. Um centro democrático que não mais se prenda ideologicamente a meros rótulos da esquerda ou da direita. Um centro que promova a interação entre o setor público e o setor privado, que é um mandamento do Estado Moderno. Mas, também, um centro que saiba atribuir a cada ente a sua específica competência. Ou seja, ao Estado, o que é do Estado; ao mercado, o que é do mercado. VÁCUO POLÍTICO Para o parlamentar, este é o apelo e a esperança da grande maioria da população brasileira diante da realidade atual. Daí, aponta Collor, a expectativa de uma candidatura que, de fato, preencha este vácuo político, apresentando um nome que possua comprovada capacidade de execução de um programa definitivo, sob o ideário liberal no plano econômico, democrático no plano político, inclusivo no plano social, e sustentável no plano ambiental, com vistas ao ideário da integração e da soberania no plano internacional. Para tanto, precisamos de comando executivo cujo perfil conjugue a vivência com a coragem, o conhecimento com a confiança, a serenidade com a disposição. Minha postulação de retornar ao Palácio do Planalto possui o suporte da experiência executiva nos cargos de prefeito, governador e presidente da República, bem como a experiência parlamentar, indispensável ao exercício político em nosso presidencialismo, adquirida nos mandatos de deputado federal e, nos últimos 12 anos, de senador da República, eleito em 2006 e reeleito em 2014, afirma. O senador Fernando Collor apontou que a maturidade adquirida em quarenta anos de vida pública, aliada a todas as agruras e obstáculos que passou, fizeram-lhe compreender que, na política, em qualquer nível de entendimento, a menor distância entre dois pontos é aquela que oferece menor resistência. Esse aprendizado é de extrema importância ao dirigente de um País, um dirigente que saiba associar a condução política aos atos e decisões da gestão. Um gestor que conjugue o perfil executivo com o contorno legislativo. Uma liderança que consiga fazer a sociedade nela se espelhar por meio da atitude, da determinação, da confiança, e que coloque o interesse público acima da vontade particular. Ou seja, uma liderança que faça renascer a esperança e o otimismo de um País.

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