Política
Justiça corta propaganda de Almeida
ODILON RIOS O juiz eleitoral da 1ª Zona, Edivaldo Bandeira Rios, suspendeu parcialmente a vei-culação do programa eleitoral na TV do candidato a prefeito de Maceió Cícero Almeida (PDT). A liminar foi pedida pelo candi-dato Alberto Sextafeira (PSB-PT). O juiz não explicou se a liminar continuaria a existir nos próxi-mos programas. A GAZETA ten-tou, mas não conseguiu, locali-zar o magistrado. Na quarta-feira 25, o programa de Almeida exi-biu imagens de um calendário e a narração do locutor dizia: A cada programa eles se repetem. Eles continuam os mesmos: se-gunda-feira, só promessa e pan-cada; quarta-feira, só promessa e pancada; sexta-feira, só promes-sa e pancada. A frase, de acordo com o juiz eleitoral, teve a intenção de in-cutir no eleitorado o descrédito do candidato requerente [Sexta-feira], pondo em xeque a sua candidatura, como homem pú-blico e político. A decisão teve efeito imediato e, a partir de on-tem, o programa teve a parte do calendário suprimida e, em seu lugar, a Justiça Eleitoral informou sobre a suspensão do programa. Ataques O tom da campanha eleito-ral começa a ganhar novos con-tornos na capital. Os cabos elei-torais, candidatos e mesmo os padrinhos de campanha fazem acusações entre si quanto a pro-vocações e ameaças em comíci-os e caminhadas. A prefeita Kátia Born (PSB), por exemplo, recla-ma de supostas provocações vindas da oposição em ativida-des de campanha de seu candi-dato Sextafeira. No site do can-didato, a prefeita diz que ba-derneiros pagos pela oposição estariam presentes em comícios e carreatas e que, por isso, ela te-ria pedido o reforço da Polícia Militar para os eventos da cam-panha governista. À GAZETA, a prefeita afir-mou que duas bandeirinhas (pessoas contratadas para agitar bandeiras nas ruas da cidade) foram feridas numa suposta ação de opositores. Os agressores, segundo a prefeita, teriam recebido R$ 50 de um candidato a prefeito para tumultuar o co-mício de Sextafeira, realizado na Vila Brejal. Comuniquei o caso ao go-vernador, que disse que iria con-versar com o [Robervaldo] Davi-no [secretário de Defesa Social] para reforçar o policiamento nos comícios, disse Born. De acordo com um dos co-ordenadores da campanha de Sextafeira, Rui França, uma pes-soa acusada de tumultuar o co-mício na Vila Brejal, teria con-fessado que foi contratada por assessores de Cícero Almeida. Ela teria sido detida pela polícia, mas liberada em seguida, quan-do jornalistas de Sextafeira se preparavam para gravar o depoi-mento do acusado e exibi-lo no Guia Eleitoral. Rui França não mostrou provas da denúncia.