Política
Cansado, MST ameaça ir à desforra contra Incra
Bleine Oliveira Repórter A gente vai se mexer. A declaração, em tom de alerta, é de Hercílio Leandro, um dos coordenadores estaduais do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), para anunciar que o grupo de agricultores acampado há um mês na Praça Sinimbu vai a público hoje cobrar o atendimento de sua principal reivindicação política. O MST não desistiu e insiste na saída de Gino César Menezes da direção do Instituto de Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra-AL). Segundo Hercílio, que se recusou a revelar detalhes da ação que o MST planeja realizar hoje, os trabalhadores estão cansados de esperar por uma definição. Por isso decidiram agir para forçar a superintendência nacional do Incra, ou mesmo o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), a resolver o impasse surgido com a ocupação da sede do instituto Amanhã [hoje] a sociedade de Maceió e do Brasil vai saber o que está acontecendo. Pode haver reação, mas não vamos nos intimidar. Tudo o que acontecer será responsabilidade dos dirigentes do Incra, disse Hercílio Leandro. O MST, acrescenta ele, só desmonta o acampamento na Praça Sinimbu e só desocupa o prédio do Incra com a substituição ou transferência de Gino César. Ordem A Comissão de Gerenciamento de Crises e Direitos Humanos da Polícia Militar monitora o acampamento do MST, mas não sabe se o grupo pretende realizar alguma ação e, em caso afirmativo, se haverá vandalismo como ocorreu na segunda semana da ocupação, quando queimaram uma caminhonete do Incra. O coronel Adilson Bispo garante que PM está pronta para manter a ordem, mas admite que não há uma estratégia para hoje. Nosso trabalho é permanente, mas não está voltado unicamente para os sem-terra, temos compromisso com toda a sociedade, afirmou o oficial. Segundo ele, qualquer operação depende de ordem do Comando Geral da PM.