Política
ALE aprova pacote de reajuste
Depois de 40 dias sem encaminhar nenhuma matéria polêmica à Assembléia Legislativa de Alagoas (ALE), o governo do Estado enviou dez projetos de uma só vez, todos referentes a salários. Os deputados, que andavam ausentes do plenário, compareceram para a leitura das mensagens e sua conseqüente aprovação. Após trinta minutos de recesso para entendimentos, os projetos de reajuste de 10%, para a Polícia Militar, Bombeiros e Polícia Civil foram aprovados. No embalo, também receberam aprovação os projetos que criam o Plano de Cargos e Carreiras do Magistério e que reconhece a atividade de Economista na estrutura estadual. A aprovação foi negociada antes mesmo de ir a plenário. É que o líder do governo, deputado Sérgio Toledo (PSB), já havia contatado os membros da bancada governista para comparecerem à sessão plenária. A deputada Maria José Viana (PSB) fez uma solicitação, usando a tribuna, para que os projetos fossem votados em caráter de urgência. Segundo argumentou, os trabalhadores de todas as categorias envolvidas aguardavam um posicionamento favorável da ALE. O deputado Paulo Fernando dos Santos (PT) reforçou o apelo da deputada. Mesmo conhecendo a reação de algumas categorias, ele defendeu a votação das propostas e lembrou aos colegas que o parlamento tem a tradição de não polemizar quando o tema envolve salários. emenda De todos os projetos aprovados, o que define a tabela da Políca Civil foi acrescido de uma emenda, do deputado Cícero Ferro (PMDB). Agora, os peritos forenses passam a ser considerados profissionais com dedicação exclusiva à função. Com isso, estão impedidos de desenvolverem outras atividades públicas ou privadas. A exceção fica para os casos em que o agente atue como professor. O deputado Gilberto Gonçalves (PP), não perdeu a oportunidade de alfinetar o Executivo. Ele votou favorável à matéria alegando que não poderia ser contrário à proposta de reajuste, porém considerou os percentuais apresentados insuficientes para atender às necessidades dos policiais. O governador fica dentro do palácio e não conhece a realidade destas pessoas, destacou Gonçalves. MR