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Renan diz que faz pressão por verba

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Odilon Rios O presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros, disse ontem, em Maceió, que está discutindo com o ministro da Integração Nacional [Ciro Gomes] a situação da seca nos municípios alagoanos, que esperam a vinda de recursos federais. O dinheiro não depende de nós. Estamos conversando, exigindo, e falando isso diariamente, disse Calheiros. Temos na próxima semana um encontro com o José Dirceu [ministro-chefe da Casa Civil]. Não dá para esperar mais. Esse atraso não tem justificativa. Isso ajudaria a diminuir o sofrimento do sertanejo, afirmou o presidente do Congresso. No dia 14 de março, o Diário Oficial da União publicou a relação reconhecendo situação de emergência em 26 municípios alagoanos. Desde esse dia, são esperadas verbas para minorar os efeitos da estiagem, especialmente para a distribuição de água em carros-pipa. Entretanto, até hoje, o dinheiro ainda não foi liberado pelo Ministério da Integração Nacional. Esta semana, o governador Ronaldo Lessa (PDT) chegou a estranhar o atraso das verbas da seca e disse que o ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes, havia garantido a liberação do dinheiro para Alagoas. Diferenças Calheiros esteve ontem, na capital, participando do seminário A Democratização na Polícia Federal, com os deputados Givaldo Carimbão (PSB) e Helenildo Ribeiro (PSDB). Os policiais federais alagoanos fizeram o seminário para rejeitar os dois anteprojetos que tramitam no Ministério da Justiça e que alteram a atual estrutura da instituição. Os policiais pediram apoio da bancada alagoana para derrubar o projeto. Na prática, os superintendentes da PF podem ser indicados por meio de viés político, mas os policiais defendem o contrário: uma eleição para escolher a cúpula da PF. Em discurso, o presidente do Congresso Nacional lembrou da época em que foi ministro da Justiça (no governo FHC) e disse que o Congresso vai regulamentar o plebiscito sobre a proibição da venda de armas. A arma de fogo não protege o cidadão, resumiu, apoiando o projeto dos policiais para evitar a alteração da estrutura da instituição. Quando eu era ministro, enfrentei esse caso. Tinha de empossar um superintendente da PF que tinha um passado pouco idôneo, envolvido em torturas. Não aceitei, lembrou.

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