Política
Especialista defende prioridade para Alagoas
A discussão sobre o PD envolve principalmente definições sobre o desenvolvimento sustentável da cidade, ou seja, sem degradar o meio ambiente. É neste sentido que a professora da Ufal e arquiteta, Regina Coeli, compreende a aplicabilidade do plano. Ela destacou durante sua fala a prioridade na defesa do complexo de lagoas, citando o problema que ocorre hoje com a lagoa Mundaú e Manguaba. ?São cerca de 160 mil habitantes e cinco mil pescadores. Esse complexo vem sendo deteriorado. Defendo a necessidade de recuperá-las?, disse a especialista. Regina falou ainda que em 2000 as famílias ribeirinhas foram atingidas por enchentes de grandes proporções. Mas a professora compreende a aplicabilidade do plano de forma efetiva e participativa. Por isso defende que o cidadão possa conhecer o PD para cobrar o que está sendo proposto. Demonstrando um conhecimento da situação da cidade, hoje, ela apresentou alguns números que mostram as desigualdades da cidade. Ao todo a cidade tem 794 mil habitantes dos quais 41,46% residem em áreas urbanas. Números colhidos pelo Núcleo de Estudos de Arquitetura da Ufal existem na capital alagoana 201 domicílios residenciais, 106 domicílios vulneráveis (sem condições de habitação). A conclusão dos números terminou por revelar que 52,64% da população, cerca de 380 mil pessoas, vivem em total exclusão. Diante dos números ela refletiu sobre qual a cidade que se pretende criar para viver e principalmente qual a que será deixada para as futuras gerações. Participação Para os presentes a professora definiu a participação de cada segmento da sociedade para a construção do PD. Sobre os vereadores ele entende que eles devem apoiar a proposta, mas fundamentalmente fiscalizar a aplicação de recursos. Sobre o Judiciário a participação seria no cumprimento das leis e as negociações fundiárias. E finalmente a prefeitura que na visão da arquiteta poderia desenvolver a participação da sociedade para minimizar a distribuição de riqueza na capital alagoana. Para finalizar, ela lembrou todas implicações sociais do PD como definir o atendimento urbano na periferia, definição de políticas de transporte coletivo e contenção da segregação sócio-populacional. Ela demonstrou que PD é algo vivo. (MR.)