Política
Vereadores discutem Plano Diretor de Macei�
MARCOS RODRIGUES O plano diretor de Maceió, que discutirá o seu reordenamento urbano da cidade, começou a ser discutido na última semana na Câmara de Vereadores de Maceió. O início das discussões foi motivado por uma sessão pública, convocada pelo vereador Marcos Vieira (PSB). O vereador, que também é arquiteto, lembrou que este ano, impreterivelmente, a Câmara terá que aprovar um novo plano diretor. A determinação está presente na Constituição Federal, nos artigos 182 e 183, que se refere ao estatuto das cidades, em seu capítulo que trata sobre a política urbana. ?Essa é, inclusive, uma determinação constitucional que prevê que a cada dez anos seja aprovado um novo Plano Diretor. Por isso é importante iniciarmos as discussões com a sociedade e com os vereadores?, argumentou Vieira. Vieira garantiu organizar outras sessões para ampliar as discussões sobre o tema por conta de sua importância, que envolve todos os aspectos da vida da cidade. Isso porque é através do Plano Diretor que é possível identificar a realidade do município, seus reais problemas e principalmente suas potencialidades. Especificamente isso fará parte do Planejamento Estratégico do Município. Por esse motivo para as discussões foram convocados representantes de diversos órgãos municipais. Mas nem todos compareceram. Do município só esteve presente a secretária municipal de Planejamento, Yara Lane Menezes. Ela destacou a necessidade de se impedir o avanço da ocupação urbana que vem acontecendo no litoral norte da capital e as ações desenvolvidas por sua secretaria, na revisão dos códigos de edificações e urbanismo. ?Nosso objetivo é melhorar a qualidade de vida para a população, mas de forma igualitária?, disse. Faltaram o secretário Municipal de Habitação Popular e Saneamento, Claudionor Araújo, e o secretário Municipal de Promoção da Cidadania, Carlos Ronalsa. A população no encontro foi representada por diversos líderes comunitários que compareceram à sessão. Mesmo ainda sem entender a complexidade das discussões, as lideranças defendem alterações no código urbano da cidade. Mas a principal reivindicação continua sendo a presença do poder público na periferia. Para Carlos Antônio da Silva, presidente da Associação Comunitária do Conjunto João Sampaio II, o poder tem que se deslocar. ?A política tem que se inverter. Ao invés de ficarmos na porta das secretarias, os seus representantes deveriam ir aos bairros?, argumentou ?Barriga? como é mais conhecido. Ele também criticou a ausência da maioria dos vereadores para a sessão. A pluralidade dos representantes demonstra o quanto o Plano Diretor atinge a vida do cidadão comum e o futuro da cidade para os próximos dez anos.