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Técnicos de Brasília não chegam a Alagoas

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Odilon Rios Repórter Anunciados para desembarcar ontem em Maceió para agilizar os processos de reforma agrária no Estado, os dois técnicos provenientes de Brasília ainda não chegaram à capital alagoana. O superintendente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) de Alagoas, Gino César Menezes, retorna hoje do Distrito Federal depois de conversar com o presidente nacional do Incra, Rolf Hackbart. A previsão é que os técnicos cheguem até sexta-feira Gino César foi colocado na berlinda pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) que ocupou durante 33 dias a sede do Incra no Estado e a Praça Sinimbu para exigir a saída do superintendente do órgão. Já consegui um técnico na área operacional, mas precisamos de um que faça a análise dos processos, que agilize estes processos. Vamos resolver isso, disse ontem Gino César, por telefone, ainda de Brasília, sem contudo citar nomes. Ainda segundo o superintendente do Incra alagoano, a exigência do MST para que ele saísse do cargo está superada: Para mim, está tudo resolvido. Vamos trazer dois técnicos para somar. Permaneço no cargo, mas se estivermos falando sobre o desentendimento com o MST, isso está sendo superado. Se o movimento pede a minha saída, isso não é problema meu, afirmou o superintendente. Impasse Mas até a semana passada, para o MST, a situação estaria de fato resolvida se Gino César fosse transferido, renunciasse ou exonerado do cargo. Os líderes do movimento deram 20 dias para que a situação seja resolvida. Para a assessoria do Incra nacional, a situação está mais do que resolvida. Para o governador Ronaldo Lessa (PDT), a crise com o Incra continua: E nós vamos tentar encontrar um caminho, disse ontem o governador, durante a posse do novo secretário de Esportes e Lazer, Marlon Batista de Araújo, no Palácio Floriano Peixoto. O governador tenta uma audiência com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva para discutir o conflito entre o MST e o Incra alagoano.

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