Política
Técnicos do Incra só chegam no domingo
Odilon Rios Repórter O superintendente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) de Alagoas, Gino César Menezes, disse que o Incra nacional acertou a vinda de três técnicos ao Estado para o próximo domingo. Na segunda-feira, vamos iniciar os trabalhos de análise dos 72 processos atrasados. Será uma força-tarefa, explicou. Eles não são interventores. Virão aqui para agilizar a pauta não só do MST [Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra], mas de outros movimentos, destacou. Antes, seriam dois técnicos a vir ao Estado, mas uma servidora do Incra sergipano também ajudará a agilizar os processos do Incra alagoano. Os outros dois técnicos são de Brasília e Santa Catarina. Essas trocas de servidores são normais. Já levamos funcionários nossos a outros estados para ajudar os Incras, lembrou Gino César. O superintendente do Incra alagoano voltou ontem de Brasília, após audiência com o presidente nacional do órgão, Rolf Hackbart. Recebeu a promessa de assistência técnica a assentamentos, obras de infra-estrutura e distribuição de cestas básicas. Além disso, o Programa Orçamentário (PO) para Alagoas (investimentos em reforma agrária) será cumprido, apesar dos cortes anunciados no Orçamento pelo governo federal. Temos 2 milhões e 900 mil reais para realizar os trabalhos deste ano, informou. Em abril, serão descentralizados, como preferiu chamar o superintendente, R$ 800 mil. Além deste investimento, o governo estadual, segundo Gino César, fará obras estruturantes em assentamentos, como poços profundos e levará energia elétrica aos trabalhadores rurais sem-terra. O superintendente deu entrevista à Gazeta ontem, em seu gabinete, na sede do Incra, na praça Sinimbu. No prédio, ainda eram visíveis os estragos causados pela ocupação pelo MST, encerrada na semana passada: a maioria das portas estava sem as trancas e fechaduras, e algumas arrombadas. Ainda nesta semana, Gino César recebe da Polícia Federal o resultado da perícia no prédio, feita semana passada. O MST permaneceu acampado na Sinimbu e tomou o Incra por 33 dias. Quando eles [os movimentos] invadem, geralmente fazem isso, disse o superintendente, apontando para o tranca da porta de seu gabinete, arrombada pelos militantes. Também durante a entrevista, Gino César voltou a afirmar que a pauta principal do MST - sua demissão - está descartada. Continuo superintendente. Não existe essa história de exoneração, afirmou.