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Juiz mantém solto acusado em morte

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Petrônio Viana Repórter O juiz substituto da comarca de São José da Tapera, Pedro Ives Simões, negou, na tarde de ontem, o pedido de prisão preventiva do advogado Ronivo Vaz, candidato a prefeito do município de Senador Rui Palmeira em 2004, acusado de envolvimento no assassinato de Wilson Oliveira da Silva, filho do atual prefeito da cidade, Siloé Moura (PSB). Vaz é acusado de providenciar a arma usada para matar Wilson Oliveira. O crime foi cometido no mês de dezembro, no centro de Senador Rui Palmeira. O ex-prefeito do município, Mário César Vieira, e o comerciante José Romildo Pereira estão presos, acusados de autoria intelectual e material do homicídio. O juiz considerou que, no momento, não existem elementos suficientes para decretar a prisão de Ronivo Vaz, mas confirma que o advogado será convocado para depor e responderá a inquérito para apurar sua participação no crime. Segundo Simões, a denúncia feita pelo promotor designado para o caso, Luiz Tenório, será investigada separadamente, uma vez que o processo contra Mário César e José Romildo encontra-se em fase de conclusão. As razões finais, ou seja, as últimas considerações do promotor Luiz Tenório sobre o caso devem ser encaminhadas ao juiz substituto até o fim da semana que vem. Envolvimento O delegado regional de Santana do Ipanema, Aílton Soares Prazeres, responsável pelas investigações que levaram à prisão de Mário César e José Romildo, tem certeza de que outras pessoas tiveram envolvimento no assassinato, mas não acredita que mais alguém possa ser indiciado. Por ser um crime motivado por questões políticas, acredito que mais algumas pessoas participaram, mas dentro da linha de investigação adotada, é impossível descobrir o nome de todos os envolvidos, lamentou o delegado. Ainda não houve entendimento sobre a transferência do ex-prefeito Mário César Vieira, acusado de ser o autor intelectual do assassinato, para o presídio Cirydião Durval. O delegado Aílton Soares afirma já ter encaminhado o pedido de transferência ao juiz Pedro Ives Simões. O juiz, por sua vez, disse não ter recebido ainda solicitação e acredita não haver motivos para que a transferência seja realizada. Até que o impasse seja resolvido, o ex-prefeito continua detido no quartel do Grupamento Tático Integrado (Tigre), da Polícia Civil, no Farol.

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