Política
Ex-prefeito tenta tomar cargo de rival
Marcos Rodrigues Repórter O ex-prefeito de Atalaia, José Lopes Albuquerque, o Zé do Pedrinho (PDT), derrotado na eleição do ano passado, teve negado, ontem, pelo Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL), um pedido de tutela antecipada que garantiria a sua volta ao cargo, até o julgamento de mérito de uma ação de impugnação movida contra o novo prefeito do município Francisco Luiz de Albuquerque (PTB) e seu vice Augusto César Bonfim dos Santos, eleitos em 3 de outubro. Na interpretação do desembargador José Fernando Lima Souza, os argumentos apresentados pelo advogado Fernando Maciel, que defende o ex-prefeito Zé do Pedrinho, não apresentavam fatos novos, além dos já apresentados na ação de impugnação, que ainda não foi julgada pelo pleno do tribunal. Investigação A Gazeta trouxe na sua edição de ontem detalhes da ação contra o prefeito eleito, que corre em segredo de Justiça. Segundo Zé do Pedrinho, o adversário José Lopes Albuquerque teria se beneficiado de um intenso, concreto e sistemático uso abusivo de poder econômico e político. Uma outra denúncia, ainda não confirmada, refere-se à utilização de títulos eleitorais de pessoas já falecidas na eleição de 3 de outubro do ano passado. As denúncias estão sendo apuradas pela Justiça. Na última quarta-feira, o juiz de Atalaia, Manoel Tenório de Oliveira, ouviu testemunhas e os acusados da fraude. O magistrado disse estar impedido pela Constituição Federal de informar o que está sendo investigado na ação, mas, a depender do resultado do processo, poderá provocar uma reviravolta política no município. Votos A eleição em Atalaia foi uma das mais disputadas do Estado. O então candidato à reeleição, Zé do Pedrinho, obteve 8.933 votos (equivalente a 45,78% dos votos válidos), mas foi derrotado por Francisco Luiz de Albuquerque, que venceu com 9.726 votos, o que representa 49,85%. Como o percentual de votos obtido pelo primeiro colocado não foi superior a 51% dos válidos, há expectativa de que se o resultado da eleição for anulado, os candidatos que ficaram na segunda colocação consigam ser diplomados pela Justiça Eleitoral.