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Celso Luiz deixa PSB por não ter espaço

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Odilon Rios Repórter O presidente da Assembléia Legislativa de Alagoas (ALE), deputado Celso Luiz, confirmou ontem a sua saída do PSB. O anúncio foi feito por meio de sua assessoria, após uma reunião no gabinete do deputado. Logo depois, Celso Luiz viajou para o sertão alagoano. A mudança partidária de Celso Luiz já havia sido antecipada há dois meses pela Gazeta. Por intermédio de sua assessoria, o presidente da ALE informou que a intenção é migrar para um partido pequeno: Não irei para o PDT, antecipou o presidente de ALE, acrescentando que a mudança havia sido combinada com o governador Ronaldo Lessa [PDT]. Ainda por meio de sua assessoria, o deputado disse que recebeu convites do PMN, PHS e PSC, mas a pretensão é ter espaço para decisão em um partido. Perguntado sobre o porquê da saída do PSB, Celso Luiz argumentou que precisava de espaço político. Ele negou ter tido problemas com membros do PSB e reconheceu que vai levar prefeitos e vereadores para seu novo partido. Celso Luiz era do PL, antes de se filiar ao PSB. O presidente da ALE era um dos virtuais candidatos a governador pelo PSB em 2006, mas vinha sendo preterido. Com a sua saída, o partido poderá apresentar outros dois nomes: o da secretária de Saúde, Kátia Born, e o do vice-governador do Estado, Luis Abílio de Sousa. Também está na mesa o nome do presidente do Senado, senador Renan Calheiros (PMDB), que teria prioridade sobre todos os outros. Exclusivo No dia 3 de fevereiro, a Gazeta publicou, com exclusividade, as negociações políticas entre o presidente da ALE e membros dos diretórios estadual e municipal do PMN. Segundo a reportagem, Celso Luiz iria para o PMN levando entre dez e 14 deputados estaduais e 20 a 30 prefeitos alagoanos. Na ocasião, Celso Luiz negou as informações, mas, poucos dias antes, numa conversa informal com jornalistas na Assembléia, deixou escapar que estava pensando em trocar o PSB por um partido pequeno, sem antecipar qual seria. Sem espaço no PSB e se sentido desprezado nos corredores do Palácio Floriano Peixoto - já que seu nome não era cogitado nem para ser vice na chapa governista -, Celso sai do PSB com uma possibilidade: ser presidente de uma legenda, comandando os destinos do partido com membros escolhidos a dedo para ocupar espaços no governo Estadual, com o aval de Lessa. O presidente da ALE tem influência eleitoral em, pelo menos, 60 municípios do Estado, o que poderia, em tese, garantir uma eleição folgada do governador alagoano ao Senado.

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