Política
MST faz contagem regressiva para saída de Gino do Incra
Odilon Rios Repórter O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) disse ontem que a chegada do técnico do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) é o começo da luta para a retirada do superintendente do órgão em Alagoas, Gino César Menezes. Gino César descarta sua saída, mas o MST lembra de suposta promessa feita pelo presidente nacional do Incra, Rolf Hackbart, que esteve em Alagoas há duas semanas, e teria dito que existiria um processo de transição, ou seja, a substituição de Gino César por outro superintendente. Se ele [Gino] ficar, vamos reagir, respondeu o coordenador nacional do MST, José Roberto da Silva, ao ser questionado sobre a possível permanência do superintendente do órgão, De acordo com José Roberto, em 20 dias, contados a partir da semana passada, haverá a troca de superintendente em Alagoas. Ontem, o técnico enviado de Brasília para resolver o impasse com o MST, Deijací de Medeiros, concedeu entrevista coletiva para falar sobre um plano de ação a ser executado. Mais dois técnicos estão previstos para chegar neste fim de semana. Um virá de Santa Catarina e irá para a área de divisão técnica; e outro de Sergipe, que cuidará do setor de cadastro. Na segunda-feira, os técnicos vão se reunir diariamente com o MST para cumprir os 17 dos 18 itens de pauta propostos pelo movimento e acatados pelo Incra nacional. O 18º ponto pede a saída de César. Não viemos discutir isso, declarou Medeiros. Ele pretende ficar em Alagoas de 20 a 30 dias e vai trabalhar na divisão operacional do Incra. A divisão é responsável pela distribuição e acompanhamento dos recursos. Viemos somar, resumiu Medeiros, afastando a possibilidade de intervenção no Incra alagoano. Gino César disse que recebeu duas caminhonetes e um carro do governo federal para acelerar as negociações.