Política
Povo exige mais segurança, saúde e saneamento básico
Luiza Barreiros Repórter A falta de segurança, que implica no alto índice de violência, é o principal problema apontado pelos entrevistados na pesquisa do Gape na cidade de Maceió. Apesar de sua solução estar ligada principalmente a ações desenvolvidas pelo governo do Estado, 25,27% das pessoas ouvidas na entrevista esperam do governo municipal uma solução para o problema. Uma pesquisa divulgada na semana passada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), do Ministério do Planejamento, apontou Maceió como a terceira capital do País em risco de homicípio, ficando atrás somente do Recife (PE) e de Vitória (ES). A falta de saneamento vem logo em seguida, sendo apontado como o segundo principal problema para 15,97% dos maceioenses. As ações de saneamento são desenvolvidas pelo município e pelo governo estadual, muitas vezes utilizando recursos oriundos de programas federais. Logo em seguida vem o desleixo com a saúde municipal, apontado como problemático por 12,09% dos entrevistados ouvidos pela pesquisa do Gape. A saúde foi uma das prioridades da gestão da ex-prefeita Kátia Born (PSB). Ela é oriunda da área de Saúde (é odontóloga) e ocupou a secretaria de Saúde do município do governo Ronaldo Lessa e agora é secretária estadual de Saúde. No governo Cícero Almeida, a pasta é ocupada pelo médico João Mácario, ex-diretor do Hospital Universitário (HU) da Ufal. Até agora ele foi o único a expor os problemas encontrados na Secretaria, que, segundo ele, teriam sido deixados pela gestão anterior. Após a municipalização da saúde, o atendimento na rede pública passou a ser de responsabilidade das prefeituras, que reclamam que a verba repassada pelo Ministério da Saúde é insuficiente para o número de pacientes e de atendimentos complexos que têm a fazer. A precariedade do serviço de transporte e o alto preço da passagem de ônibus ? R$ 1,45 , desde o início do ano ? também foram apontados por 10,70% dos entrevistados como um problema enfrentado em nossa capital. A solução para a melhoria da prestação de serviço de transporte público também é de responsabilidade direta da prefeitura, por meio da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT). Nas últimas semanas, a polêmica envolvendo 33 ônibus com ar condicionado ? os chamados geladinhos ? que estavam parados na garagem da Real Alagoas, a espera de autorização para circular, deram a demonstração de como o governo municipal pode atuar para garantir transporte de melhor qualidade para a população. Ao mesmo tempo, a Prefeitura proibiu a circulação de veículos da empresa cidade Sorriso, por estarem sem condições de segurança.O alto índice de desemprego foi citado como problema por 9,46% dos entrevistados. Apesar de não parecer estar ligado a ações da Prefeitura, uma administração municipal de qualidade, que garanta aumento nos índices de escolaridade e infra-estrutura digna, por exemplo, poderá garantir o aumento do turismo, que em Maceió significa geração de emprego para a população. As ruas esburacadas e a falta de pavimentação das ruas também foram citadas por 8,53% dos entrevistados ouvidos pela pesquisa. A solução também é municipal e o prefeito Cícero Almeida diz já ter começado uma operação nos bairros mais prejudicados. Também foram citados pelos entrevistados problemas relacionados à falta d?água (6,05%) ? que está ligado ao Estado, por meio da Casal . Outro problema citado por 4,96% dos entrevistados refere-se ao total descaso com a educação municipal, cuja solução está estritamente ligada a ações desenvolvidas pela Prefeitura. O acúmulo de sujeira nas ruas da cidade foi um problema citado por 2,95% dos entrevistados pelo Gape. O problema também está dentro da esfera municipal, por intermédio da Superintendência de Limpeza Urbana de Maceió (Slum).