Política
MST não tem controle de sem-terra
Carla Serqueira Repórter O dirigente do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), José Carlos da Silva, confirmou ontem, após reunião com técnicos do Instituto Nacional de Coloniação e Reforma Agrária (Incra), que o movimento não dispõe de estratégias de controle das pessoas que circulam pelos acampamentos. Segundo José Carlos, os acampamentos possuem regimentos internos e regras de disciplina que, se descumpridas, podem levar à expulsão do trabalhador rural. Para ele, nesses casos o que entra em jogo é a imagem do MST como movimento organizado. A falta de controle pode dificultar a identificação do homem que matou um militante do MST, segunda-feira, no acampamento Buenos Aires, em Maragogi. De acordo com Genilson Costa, integrante do MST, o assassino juntou-se ao grupo em Maceió, durante a ocupação no mês passado da Praça Sinimbu. A vítima, Otoniel Pessoa de Oliveira, 43 anos, tinha saído com o assassino - identificado apenas como Felipe - e mais dois rapazes para farrar, e morreu com um tiro de espingarda soca-tempero na nuca, diante de mais cinco pessoas. O delegado de Maragogi, Valter Nascimento, abriu inquérito, mas não tem pistas do assassino.