loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 23/07/2026 | Ano | Nº 6273
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Política

Política

Acusado pelo MP contesta promotores

Ouvir
Compartilhar

FELIPE FARIAS Repórter Familiares do empresário Jean Delon Clementino, apontado pelo Ministério Público Estadual como testa-de-ferro do esquema que desviou R$ 3,6 milhões da Secretaria de Saúde, entraram com representação, na Corregedoria da instituição, contra os dois promotores responsáveis pela investigação do caso, Sidrack Nascimento e Cyro Blatter. Houve uma execração pública sem dar a ele nem o direito de apresentar uma satisfação, pois não foi intimado sequer para se explicar, acusou o irmão de Jean, Francisco de Assis Clementino. Procurado pela Gazeta, o promotor Sidrack Nascimento recomendou que se consultasse o processo referente ao caso, que tramita na 18ª Vara Cível da Comarca de Maceió. Mas, declarou: Esse rapaz está bastante complicado. Nesse processo, impetrado na Justiça estadual, há 70 pessoas e empresas figurando como réus, mas existe outro, referente ao mesmo caso, que tramita na Justiça Federal. O promotor Cyro Blatter também foi procurado ontem para se pronunciar sobre o caso, mas não foi localizado. A representação, segundo o irmão de Jean, foi oficiada na Corregedoria, órgão do Ministério Público que investiga a atuação dos próprios membros da instituição, no último dia 21. Transação antiga Segundo ele, o suposto envolvimento de seu irmão no caso teria sido provocado por causa da transação que Jean Delon fez com Eduardo Martins Menezes, principal acusado do desvio, envolvendo uma casa no bairro de Jacarecica. O imóvel consta da relação de doze bens colocados como indisponíveis pela Justiça por terem alguma relação com Menezes. Além da casa, estão nessa condição pelo menos uma caminhonete, outra casa no bairro de Pajuçara e uma propriedade no município de Piaçabuçu. Mas Francisco Clementino nega qualquer relação entre seu irmão Jean Delon e Eduardo Martins Menezes: Essa compra foi bem anterior à denúncia. ### O MP não pode envolver um inocente desta maneira As acusações contra Jean Delon Clementino foram reafirmadas numa entrevista em que o caso foi dado como encerrado. De acordo com Sidrack Nascimento e Cyro Blatter, ele constaria como dono de imóveis que, na verdade, seriam de Eduardo Martins Menezes - o que o colocava na condição de laranja ou testa-de-ferro, pessoa que assume compromissos em nome de terceiros porque estes estão comprometidos. Além disso, Jean foi considerado foragido, segundo o MP. Segundo Francisco de Assis, a acusação não é verdadeira. Ele [Jean] vendeu uma casa para Eduardo Martins Menezes e passou a escritura para o nome dele em 4 de junho de 2003, o que consta do 1º Cartório de Registro de Imóveis. Mas o Eduardo não passou o imóvel para seu nome, o que Jean não pode obrigá-lo a fazer. Só porque ainda existe o nome de Jean no cartório, fizeram a associação, disse Assis. Ele disse que a acusação é injusta, que desnorteou a cabeça de um jovem que acabou de concluir o curso de Engenharia e pegou todos da família de surpresa. Assis contestou que Jean esteja foragido: Ele tem todas as contas de água e luz atualizadas, mostrando que tem residência fixa e está em casa. Se a gente pedir uma pizza e der o endereço, o entregador vai deixar lá. Mas o Ministério Público não teve o cuidado de conferir essas informações, acrescentou. O Ministério Público tem todo o direito de investigar, mas não pode envolver um inocente dessa maneira. Ainda assim, até por reconhecermos que trata-se de uma instituição séria, considero que será feita justiça. O promotor Sidrack Nascimento alegou que não comentária o caso, para não ensejar comentários da parte deles. |FF

Relacionadas