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PSB não tem como lançar candidato

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| LUIZA BARREIROS Repórter A placa de sua Pajero preta diz tudo: MUV 2006. A eleição majoritária do próximo ano não sai da cabeça do deputado estadual Celso Luiz (PSB), citado nas rodas políticas como um dos fortes candidatos a vice-governador do Estado, numa eventual composição em que o senador Renan Calheiros (PMDB), atual presidente do Senado, venha a ser candidato ao governo e o governador Ronaldo Lessa (PDT), candidato ao Senado. Celso também não descarta a possibilidade de ele mesmo ser cabeça de chapa, se Renan desistir de ser candidato ou em caso de uma composição com o senador Téo Vilela (PSDB), ou mesmo com o deputado federal João Lyra (PTB). Mas, para que isso aconteça, o deputado terá que vencer as dificuldades internas que vem enfrentando no PSB, partido ao qual se filiou depois de duas eleições vitoriosas ao lado de Ronaldo Lessa, a quem garantiu votações expressivas no Sertão alagoano. O anúncio de que pretendia deixar a legenda foi justificado pela falta de espaço no diretório e pelo desconforto que ele vinha sentindo no PSB. E eles não eram causados pelos 126 kg distribuídos em um corpo de 1,81 metro. É pelos interesses comuns demonstrados pelo atual presidente da legenda, o vice-governador Luis Abílio de Sousa - de forma mais discreta - e pela ex-prefeita Kátia Born, que não esconde de ninguém a vontade de disputar o governo do Estado em 2006. Na última sexta-feira, entre uma entrevista que concedeu a um programa esportivo - o futebol é sua outra paixão e atualmente ele preside o Clube de Regatas Brasil (CRB) - e um corte de cabelo, Celso Luiz concedeu à Gazeta a entrevista a seguir. Gazeta - Há chance de o senhor voltar atrás na decisão de deixar o PSB? CELSO LUIZ - O Abílio e a Kátia conversaram comigo, fizeram as colocações e eu pedi um tempo para pensar. Mas minha intenção ainda é a formação de um partido. Como assim? Conseguir um partido pequeno para estruturá-lo. Mas quais as chances de o senhor permancer no PSB? Trinta por cento apenas. O que o afasta do PSB hoje? Quero deixar bem claro que não tem nada a ver com a minha ligação com o governador Ronaldo Lessa. O compromisso que eu tenho com ele, de votar nele para senador em 2006, não está em discussão. A questão é que hoje, no PSB, nós temos a Kátia, o Carimbão, o Luis Abílio, e todos eles querem disputar a eleição majoritária. Podem não assumir, mas querem. Se o Renan Calheiros for candidato ao governo, o PSB pode querer indicar o vice, e eu não tenho espaço garantido no diretório para decidir. O senhor teme que, ficando no PSB, seja vítima da mesma disputa interna que fez com que o partido perdesse a reeleição para a Prefeitura de Maceió? Eu acho que se o Ronaldo sair candidato a senador pelo PDT, o PSB não tem condições hoje de lançar um candidato ao governo. Tem que haver uma composição de forças. O governador Ronaldo Lessa, com o senador Renan, com o senador Teotonio Vilela, com todos, até o próprio deputado federal João Lyra. Tem que haver uma grande união. Não podemos repetir os mesmos erros da eleição passada, quando o PSB quis definir entre eles e perdeu a eleição. A ex-prefeita Kátia Born já se lançou candidata a candidata ao governo. Ela é o calcanhar-de-aquiles do senhor dentro do PSB? Eu não tenho problema nenhum com a Kátia, gosto dela, é minha amiga. Se eu sair do PSB, não saio com raiva, só que tenho que ter minhas garantias. Se a Kátia vai lutar dentro do partido pelo espaço, e ela tem uma estrutura maior no partido, é muito mais fácil para ela, comandando o partido, fazer uma composição. Eu preciso, então, criar minhas condições partidárias, dentro do partido, e eleitorais, com deputados e prefeitos. Então o que o senhor quer do PSB para ficar? É preciso espaço dentro do diretório e que haja logo uma definição dentro do PSB. Se realmente o senador Renan for o candidato, quem vai compor a chapa pelo PSB. Não sendo, qual vai ser o critério de escolha: se vai ter união ou se vai ter candidatura própria. A gente tem que saber quais são os critérios. No PSB, sempre existe um discurso de que é um partido grande, mas quem decide são três, quatro pessoas. O senhor se sente desprestigiado, como se só servisse para o PSB na hora de conseguir voto no Sertão? Não, porque as alianças que eu fiz com o governador Ronaldo Lessa sempre deram certo, eu sempre tive espaço no governo e a gente sempre teve uma linha política boa. Eu e o governador Ronaldo Lessa sempre nos demos bem, tanto pessoalmente quanto politicamente. Eu me sinto satisfeito, tanto com o espaço político no governo, quanto com a forma da política do governador Ronaldo Lessa. Na eleição de 1998, quando Lessa se elegeu pela primeira vez para o governo, os analistas políticos creditaram ao senhor grande parte da responsabilidade pela vitória, por ter fechado apoios no Sertão que ele não teria. Sete anos depois, o que o senhor acha que agregaria sendo vice de Renan ou até mesmo o candidato ao governo? Nós temos hoje uma grande união na Assembléia Legislativa. Eu acredito que a gente leva a maioria dos deputados numa chapa. A gente leva grande parte dos prefeitos. Tudo isso dentro de uma união; não sou só eu. Acredito que na eleição majoritária, a Assembléia Legislativa será decisiva. Os prefeitos também são importantes. Quantos são hoje que têm identidade política com o senhor? Entre 20 e 25. Só? Talvez 30. Pelo seu estilo de fazer política, o senhor é considerado um coronel dos novos tempos. Se considera assim? O tempo dos coronéis passou. Eu era oposição no Sertão. Quando ganhei eleição, derrotei vários candidatos da minha família e contra as pessoas que comandavam a política há muito tempo no Sertão. Quando o senhor assumiu a presidência da Assembléia pela primeira vez, em 2003, perdeu 20 quilos. As preocupações com 2006 o fizeram voltar a engordar? (Risos) Não é isso. Eu tenho tendência a engordar rápido, mas emagreço rápido também. Estou começando um novo regime para emagrecer de novo para ir à luta, para chegar no próximo ano magro e poder trabalhar bem. ### QUEM É Nome: Celso Luiz T. Brandão Idade: 41 anos Cargo: Presidente da Assembléia Legislativa Estadual e do CRB Partido: PSB Eleições: Prefeito de Inhapi em 1988 e deputado estadual em 1994, 1998 e 2002 Hobbies: jogar futebol e tomar uma com amigos

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