loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Política

Política

Rebelo perde paciência e reage ao PT

Ouvir
Compartilhar

AGÊNCIA O GLOBO O ministro da Coordenação Política, Aldo Rebelo, deixou sua habitual moderação e reagiu à tentativa do PT de tomar seu ministério. Aldo disse que o PT já tem 19 ministérios, mas se o partido considera que tem pouco espaço no governo, que reivindique. Frisou, no entanto, que isso não vai resolver os problemas da coordenação política do governo. Aldo disse ainda que não criará obstáculos para mudanças no comando da pasta se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva entender que isso é necessário. Sempre procurei deixar o presidente Lula à vontade para fazer qualquer mudança na coordenação política, inclusive com a presença do PT. Nunca fui, não sou, nem serei obstáculo a que se promova uma reformulação na coordenação política. Acho, porém, que essa é uma decisão do presidente Lula, afirmou. Aldo lembrou que Lula precisa de um governo de coalizão porque, apesar de o PT ser a maior bancada na Câmara e uma das maiores no Senado, os votos do partido não são suficientes para garantir maioria e por isso o governo precisa de votos dos partidos aliados. Segundo ele, sem um governo de coalizão não é possível aprovar matérias importantes no Congresso. O ministro também respondeu ao ministro da Secretaria de Comunicação, Luiz Gushiken, que ontem defendeu a transferência da coordenação política para o PT. . A colocação do ministro Gushiken é legítima, ele é um dirigente do partido, o partido acha que pode ocupar a função, mas alguém pode dizer que é um comentário exótico porque é um ministro comentando sobre a função de outro. De qualquer jeito, eu respeito. ### Problema do PT não é ministério Ao reagir à tentativa do PT de assumir o controle do Ministério da Coordenação Política, Aldo Rebelo disse que, além de reivindicar, o PT precisa aprender a ceder espaço para os partidos aliados. Segundo ele, dividir o ministério com a base aliada é fundamental para garantir a sustentação política de um governo num país como Brasil. Eu penso de outra forma. Não é mais um ministério para o PT que vai resolver o problema da base aliada. Ao contrário, o PT precisa ceder espaço para os aliados. O governo precisa de sustentação, combinando naturalmente a base heterogênea porque não se tem outra forma de governar um país como Brasil, dentro da convivência democrática, que não seja o de buscar apoio da base, afirmou. O PCdoB decidiu comprar a briga com o PT sobre a situação do ministro. O presidente do partido, Renato Rabelo, disse que o PT utiliza métodos desleais com seus aliados, referindo-se às declarações do ministro da Secretaria de Comunicação, Luiz Gushiken, e do líder do PT na Câmara, Paulo Rocha (PA), que pediram mudanças na coordenação política. Chegamos à conclusão que o PT não tem respeito com o presidente da República. Na reforma ministerial, eles usaram métodos subterrâneos. O Genoino (José Genoino, presidente do PT) dizia que a demissão não era posição do PT, mas o partido trabalhava para isso por baixo do pano. Agora eles passaram aos métodos desleais com esta posição sendo defendida publicamente. Isso não constrói e nem ajuda a melhorar as coisas, afirmou. Rabelo disse ainda que dificuldades políticas sempre existem nos governos e ironizou o PT: Quer dizer então que a forma de resolver os problemas é com mais PT? Temos uma problema, vamos botar alguém do PT para resolver, temos outro problema, vamos botar outro do PT para resolver? O líder do governo Paulo Rocha declarou ontem que o partido está apenas defendendo mudanças na coordenação política porque está claro que há problemas e que não é nada contra Aldo Rebelo. Nós não estamos pedindo a cabeça do Aldo. O que estamos dizendo é que é preciso reconstruir a coordenação política. Está claro que ela não está funcionando e que um articulador tem que ter autoridade.

Relacionadas