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Política

Partidos começam guerra no interior

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ODILON RIOS Repórter A sorte está lançada no tabuleiro político alagoano e os estrategistas da campanha eleitoral apontam as armas para o interior do Estado. Os planos são a construção dos diretórios municipais, aumento do exército de filiados e afundar a nau da trairagem, ou seja, torpedear outros partidos que tentem atrair prefeitos ou vereadores com a realização de reuniões, com um fundo ideológico mas com a justificativa de monitorar o avanço de outras legendas nos terrenos já demarcados. O PTB, por exemplo, está quase terminando um banco de dados, com todos os prefeitos, vereadores e filiados, que terão carteirinhas com foto e numeração para identificação. Até a coordenação política sofreu modificações: saiu o ex-presidente da Assembléia Legislativa, João Neto, e entrou o vice-prefeito de União dos Palmares, Areski Freitas Júnior, para que o partido ganhe fòlego no interior. Sobre todo o trabalho do partido o doutor João Lyra está sendo bem informado, resumiu Júnior, falando do presidente estadual do PTB e deputado federal. A sigla não admite, mas a Gazeta apurou que Lyra estaria sabendo que o presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros (PMDB), praticamente desistiu da disputa pelo governo alagoano e a ordem no PTB é concentrar forças para eleger o deputado federal ao Palácio Floriano Peixoto. Lyra não tem economizado nos gastos partidários e está adquirindo uma casa na Avenida Fernandes Lima, próximo ao viaduto do Centro Educacional Antônio Gomes de Barros (Cepa), no Farol, para sede do PTB e a previsão é que nos próximos 15 dias ela se transforme no quartel-general de políticos ligados ao deputado. Vamos ter uma estrutura maior, com salas para prefeitos, vereadores para recebê-los. Temos um local que será um mini auditório para 40 a 50 pessoas para promover seminários, palestras, para que o partido possa trazer seus filiados ou mandatários para informações sobre a legislação eleitoral, afirmou o coordenador do PTB, lembrando que a data para o partido estar arrumado para as eleições é o final de agosto. No interior, Lyra já visitou Boca da Mata e Campo Alegre. Suspendeu todas as visitas depois que estourou em Brasília o escândalo do mensalão, denunciado pelo deputado federal, Roberto Jefferson (PTB), que também corre o risco de ser cassado. Em 15 ou 30 dias, volta à ativa no interior. A intenção é essa: tornar o PTB um partido com uma visibilidade bem maior para que ele ocupe o espaço que ele merece no âmbito estadual, provoca Júnior. O PTB está nos 102 municípios, com 18 prefeitos, 117 vereadores, cinco deputados estaduais e um federal. PDT Os pedetistas enfrentam o dilema do arrastão. Depois que o governador Ronaldo Lessa (PDT) saiu do PSB e levou prefeitos, vereadores e secretários de Estado, o PDT se reorganiza no interior e também alugou uma sede na capital, próximo ao Palácio, retirando o partido da casa e dos tapetes do presidente estadual da legenda, Geraldo Sampaio. Começou na semana passada os contatos no interior, faz um censo de filiados e traça datas para reuniões e congressos. Nós temos a intenção de que até segunda-feira [amanhã] tenhamos o contato com o secretário Corintho Campelo, que tem toda a memória do PDT até hoje, para juntos trabalharmos a questão dos membros do PDT antes e após o governador, disse o articulador político da sigla, Pedro Alves. Apesar de o PDT estar em reorganização, o articulador tem uma data para que o partido termine a sua base de dados: Acreditamos que até o final de julho vamos estar com esse trabalho pronto, resumiu. REFORMA POLÍTICA Em verdade, o PDT aguarda os próximos passos da reforma política, que tramita na Câmara. Cinco pontos são fundamentais: a criação do sistema de financiamento de campanhas eleitorais (a Justiça Eleitoral fica encarregada de repassar recursos públicos aos partidos), uma lista fechada (eleitores passam a votar no partido e não mais nos candidatos), fim da coligação proporcional (as coligações só serão permitidas para a eleição a cargos majoritários), novas cláusulas de barreira (atualmente são necessários 5% dos votos nacionais e 2% dos votos em nove Estados para um partido ter representação na Câmara. O projeto de lei muda o percentual de votos nacionais para 2%) e federações partidárias (obriga partidos a manter por três anos, no mínimo, a união feita nas eleições). O maior objetivo do PDT é eleger Lessa ao Senado e os trabalhos envolvem a organização de uma juventude do partido, construção das instâncias partidárias e a conversa com cada militante. O PDT ainda não tem números de prefeitos ou vereadores.

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