Política
Para Nonô, 2006 ainda está muito impreciso
O vice-presidente da Câmara dos Deputados, José Thomaz Nonô (PFL) disse ontem que o quadro eleitoral do Estado está indefinido porque dependeria do desenrolar das investigações no governo federal em Brasília. O quadro local é muito impreciso, muita mudança de partido, muita alteração de cenário. É embrionário. Não temos nenhuma alternativa clara em 2005 de quem será candidato, avaliou. As investigações a que Nonô se refere são as CPIs dos Bingos e dos Correios, ambas devassando quadros do governo petista. Nonô apóia o prefeito do Rio de Janeiro, César Maia (PFL) como pré-candidato a presidente da República, mas citou outros nomes que fazem oposição ao governo Lula, como Anthony Garotinho, da banda oposicionista do PMDB, Geraldo Alckmin e Aécio Neves (PSDB, este governador de Minas). PFL e PSDB tentam recompor as forças políticas depois de 2002, quando, coligados, perderam a eleição para Lula. Temos um cenário mutante a nível nacional, analisou Nonô. Nonô foi duro ao citar os escândalos. Espero que sobre uma sociedade melhor. Não tenho constrangimento com essas coisas. Acho até que, por mais dolorosas que sejam essas explicitações de que um partido político que se supunha ético é absolutamente anti-ético, de pessoas que se supunham acima do bem e do mal são gatunos, ladrões; de governos que se presumiam voltados para fazer o bem se revelam como articuladores de um assalto organizado à nação e à sociedade brasileira, acho que a apuração é benéfica, afirmou, referindo-se ao PT nacional. |OR