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Paulão diz que PT vai se aliar ao PMDB

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ODILON RIOS Repórter O presidente do diretório estadual do PT, deputado Paulo Fernando dos Santos, o Paulão, disse ontem à Gazeta que o lançamento do nome do presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros (PMDB) ao governo estadual só encontraria uma barreira entre os petistas: se o vice escolhido fosse do PSDB ou do PFL. Os dois partidos fazem oposição ao governo federal, explicou o deputado. O PT nunca fez discussão [sobre a vaga de vice]. Hoje o PT [estadual] fez o consenso do nome do Renan com o PT nacional, explicou Paulão. Avaliando a candidatura de Renan, o deputado esclareceu que não se sentiu surpreso com a decisão do senador. Até porque esse era o projeto que vinha sendo trabalhado há certo tempo, afirmou. Para Paulão, o apoio do PT ao presidente do Congresso para o governo acontece por causa do passado de não violência de Renan. Pressão A partir do momento que se antecipa o jogo, cria pressão, argumentou o deputado, lembrando de prefeitos alagoanos que esperavam uma decisão de Renan. Com isso, o jogo se define. Evitando falar em nomes de candidatos ao governo em 2006 que poderiam desistir da disputa, ele acredita que, pelo menos alguns deles vão repensar a pré-candidatura: Alguns destes candidatos vão querer ser vice. A disputa agora será para quem será o vice de Renan, completou o presidente do diretório estadual do PT. Ele não comentou sobre a alternativa do PT alagoano, caso o vice escolhido por Renan ano que vem seja do PSDB ou PFL, apesar de discretamente lembrar que a legenda tem nomes para a sucessão: o vereador Judson Cabral e o secretário Estadual de Direitos Humanos, José Roberto. Nos bastidores do PT, estes nomes começaram a ser trabalhados após pressão interna no PT alagoano, que quer apoiar a candidatura do presidente Lula ano que vem à reeleição. Entre alguns membros, o partido também deveria ter nomes para a sucessão em 2006 do governador Ronaldo Lessa (PDT). A pressão estaria sendo maior depois que os membros petistas perceberam que o Palácio Floriano Peixoto discretamente lançava candidatos em várias esferas e até ao governo, com a aprovação de Lessa, para desespero de membros do diretório municipal do PT, na capital. ### Nonô olha candidatura com simpatia O vice-presidente da Câmara Federal, José Thomaz Nonô (PFL), disse que olha a candidatura do senador Renan Calheiros (PMDB) ao governo estadual no ano que vem com simpatia: O PFL olha com simpatia. Renan e João Lyra [deputado federal] são os nomes da vez, disse Nonô ontem, por telefone. Na análise dele, que atualmente integra o grupo de Lyra, comandando a prefeitura da capital, não acredito que Renan e João Lyra sejam candidatos ao mesmo tempo, descartando que Lyra se lance à sucessão em 2006. Acho que tudo isso vai depender do que vai acontecer ano que vem, afirmou o deputado, sem querer entrar em detalhes. Só não estaremos com Ronaldo Lessa, lembrou, analisando ainda: Aguardo 2006 sem preocupação com cargos. Lessa e Nonô são rivais políticos desde 1999, quando o primeiro assumiu o governo estadual. Senado O PFL alagoano não participa do jogo sucessório ano que vem, pelo menos não lançaria candidato na disputa. Tentaria uma vaga no Senado, através de Nonô, vaga que está sendo visada por Lessa e pela senadora do P-Sol, Heloísa Helena, ainda indefinida sobre seu futuro.|OR ### Celso pode compor chapa com Renan A confirmação do senador Renan Calheiros (PMDB) na disputa pelo governo do Estado nas eleições do ano que vem pode provocar uma mudança nos planos do presidente da Assembléia Legislativa do Estado (ALE), deputado Celso Luiz. O parlamentar deixou o PSB para ingressar no PMN, em busca de mais espaço e visibilidade para concretizar sua candidatura para governador de Alagoas. Antes de decidir deixar o PSB, Celso Luiz não encondia sua intenção de ocupar a vaga de vice-governador na chapa de Renan Calheiros. Entretanto, com o desenrolar dos acontecimentos políticos no País e em Alagoas, e as possibilidades nacionais abertas para Renan em 2006, Celso começou a amadurecer a idéia de ser, ele próprio, o cabeça de chapa na disputa pelo governo, caso Renan não fosse candidato. Ontem, ao tomar conhecimento de que Renan admite ser candidato ao governo, Celso Luiz declarou que considera isso importante para a convergência e a conciliação da classe política do Estado. A idéia de Celso, ao sair do PSB, é de ganhar força política, como ele mesmo declarou, em um partido de menor porte, onde pudesse comandar com mais facilidade e sem depender das decisões nacionais.|PV ### PDT reúne cúpula no Palácio O governador Ronaldo Lessa (PDT), maior representante do seu partido em Alagoas, em entrevistas à imprensa defendia a candidatura do presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros (PMDB) ao governo estadual. Ontem, a Gazeta tentou mas não conseguiu falar com o governador ou com o secretário geral de Governo, Pedro Alves, por telefone. Ambos estavam reunidos no Palácio Floriano Peixoto, a portas fechadas. Logo depois da reunião com Lessa, Alves teve outro encontro, desta vez com a secretária de Articulação Colegiada, Fátima Borges. Não foi divulgado o teor das conversas. Os dois são os principais articuladores do governo Lessa na capital e no interior. Discretamente, tentam unir os movimentos sociais e acalmar os ãnimos dos partidos nanicos, que ameaçam se rebelar e se lançar ao governo. Ao mesmo tempo, facilitam o intercâmbio entre o governador e prefeitos alagoanos, além de estreitar laços com membros da oposição na Câmara de Vereadores, evitando que os parlamentares se transformem em obstáculo ao prefeito Cìcero Almeida (PDT). Além disso, os dois costuram a organização do PDT alagoano com a eleição das executivas municipais. Ontem, também analisando o cenário político, Lessa recebeu a visita do ex-secretário executivo da Articulação Política, Eduardo Bomfim (PCdoB). Descartado Há pelo menos dois meses, a candidatura de Renan ao governo era praticamente descartada no Palácio, tanto que se preparava o jogo da sucessão com peças diferentes: o presidente da Assembléia Legislativa, deputado Celso Luiz (PMN), a secretária de Saúde, Kátia Born ou o vice-governador Luis Abílio, os dois últimos do PSB. Ontem, parece que a decisão do senador deu novos ares no cenário eleitoral. Sem apoio do Palácio, Celso saiu do PSB e entrou no PMN como aliado de Lessa; Abílio e Kátia tentam reconstruir o PSB alagoano, evitando a saída de mais membros ao PDT. No começo do ano, Lessa, entusiasmado com a eleição de Renan à presidência do Congresso, praticamente descartou Abílo e Kátia após declarar que o governo apoiaria o senador em 2006.|OR

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