loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Política

Política

Renan e Lessa voltam a se encontrar

Ouvir
Compartilhar

| ODILON RIOS Repórter O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB) e o governador Ronaldo Lessa (PDT), voltaram a se encontrar ontem, no Palácio Floriano Peixoto. Desta vez, ao contrário da semana passada quando os dois fizeram reuniões a portas fechadas , ontem eles assinaram um convênio de cooperação para o distrito industrial de Murici, município onde o senador nasceu e detém forte influência política. Pelo convênio, cinco indústrias serão implantadas no pólo até o final deste ano. Os recursos serão de R$ 782.437,27. O dinheiro servirá para melhorar a infra-estrutura energética da região, construir estradas e melhorar a oferta de água na cidade. Na semana passada, Lessa e Renan se encontraram no Palácio e programaram uma reunião com 50 prefeitos. Um dos assuntos foi a sucessão estadual. Ontem pela manhã, o senador preferiu ser mais comedido: As pessoas cobram muito, onde eu ando, uma definição sobre uma eventual candidatura minha ao governo do Estado. Mas é natural, sempre foi assim, eu tenho com todo mundo em Alagoas o melhor relacionamento, meu nível de rejeição é muito baixo, um dos menores de todo o Brasil, de modo que é natural que as pessoas peçam que eu seja candidato, afirmou, classificando a conversa como informal. Disse que sua decisão só sairá em fevereiro e que Lessa tem insistido no meu nome e repetiu que seu projeto não é exclusivista. Hipóteses O encontro entre Lessa, Renan e prefeitos aconteceu na sexta-feira. Segundo apurou a Gazeta, o governador pediu aos chefes do Executivo que respeitem a decisão do senador em 2006: concorrer ao governo ou ser vice em uma chapa do presidente Lula à reeleição. Uma eventual reeleição de Renan à presidência do Senado foi descartada por Lessa, o único a falar no encontro. Ontem, algumas pistas foram dadas pelo senador, enquanto falava com a imprensa, sobre concorrer ao governo estadual. A primeira é que, de acordo com ele, seu índice de rejeição é um dos mais baixos; a segunda é a vinda, nos próximos dias, de três ministros a Alagoas para conversar com os prefeitos: Silas Rondeau (Minas e Energia), Hélio Costa (Comunicações) e Saraiva Felipe (Saúde), os três do PMDB. Segundo Renan, eles virão para que a gente possa verificar o que podemos fazer concretamente por cada município, por cada região. Essa última estratégia é vista nos bastidores como de aproximação com as bases. Estes ministros foram indicados pelo senador, mas acabaram causando um racha na ala pemedebista que faz oposição ao Palácio do Planalto. Evitando polemizar sobre o lançamento da candidatura do deputado federal e empresário João Lyra (PTB) ao governo, Renan disse ontem: Não quero discutir a hipótese de minha candidatura, imagine a hipótese dos outros. A questão não é pessoal, é política. Eu só posso pensar em candidatura se isso for um desejo coletivo, da sociedade, respondeu. Lyra é um dos aliados de Renan. ### Renan pede punição exemplar O presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros (PMDB) defendeu que a CPI dos Correios apure com isenção a responsabilidade das pessoas que supostamente estariam envolvidas em corrupção, mas preferiu não se posicionar sobre o assunto. O importante é apurar tudo com isenção, esclarecer absolutamente tudo, dar as respostas que a sociedade cobra de todos nós. Tenho procurado conduzir o Congresso Nacional com absoluta isenção para fortalecer a investigação, para que as respostas possam ser dadas. O papel do presidente do Congresso é esse: ter coerência nos atos, ter independência e isenção, analisou. Renan tem evitado se posicionar sobre o suposto esquema de distribuição de dinheiro de membros do governo federal a parlamentares da base aliada do Palácio do Planalto, mas isenta o presidente da República deresponsabilidade direta nas irregularidades. Ele defendeu ainda que todas as pessoas que comprovadamente estiverem envolvidas no esquema de mensalão paguem pela culpa, inclusive se parlamentares do PMDB aparecessem como beneficiários do mensalão. O comportamento tem que ser o mesmo. Punir exemplarmente. Até ontem, o partido não tinha membros citados. Movimentação A revista IstoÉ deste final de semana publicou que o publicitário Marcos Valério, apontado como o suposto operador do mensalão, teria movimentado, entre 2000 e 2005, R$ 210 milhões em empréstimos, R$ 180 milhões só com o PT. |OR ### Presidente da Fiea pede mais incentivo para as indústrias O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea), José Carlos Lyra de Andrade, reclamou ontem da falta de uma mentalidade mais desenvolvimentista e da falta de vontade política entre órgãos do governo estadual e setores ambientais para incentivar o crescimento da indústria no Estado. O que se precisa atrair é uma mentalidade mais desenvolvimentista. Isso passa pela Secretaria da Fazenda, pelos órgãos ambientais, disse o líder empresarial, reconhecendo o esforço do governo nos últimos anos na área industrial, mas ainda tem deixado a desejar. Ele avalia que esses dois setores Fazenda e Meio Ambiente criam dificuldades para atrair empresários, e os donos de empresas acabam optando por levar indústrias ao Sudeste, por causa dos incentivos fiscais. Já melhorou bastante, mas ainda temos muita dificuldade tanto no setor ambiental quanto no fazendário. Vai se dar incentivo, o pessoal da Fazenda cria sérias dificuldades, analisou, apontando ainda que instalar indústrias em Alagoas pode ser até mais barato, como a mão de obra ainda é mais barata que no Sul e no Sudeste. Mas o grande problema é um pouco locacional: tem-se um distrito industrial lá em cima onde só podem ser instaladas indústrias de grande porte, e tem outro distrito [industrial] no Tabuleiro, com problemas de drenagem, urbanização, segurança, apontou. Para Lyra, o Estado tem uma vantagem que o destaca em relação ao restante do país: A gente tem uma coisa muito importante para vender lá fora, que é qualidade de vida. As declarações de Lyra foram feitas pouco antes da assinatura de convênio para melhoria de infra-estrutura do pólo industrial de Murici. Enquanto o presidente da Fiea falava, o governador Ronaldo Lessa (PDT) apontava os estímulos dados ao setor. |OR

Relacionadas