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Não estou discutindo mais ser vice de ninguém

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| PETRÔNIO VIANA Repórter Político habilidoso, com grande capacidade de aglutinar em torno de si lideranças de diversas correntes, o presidente da Assembléia Legislativa do Estado (ALE), Celso Luiz Tenório Brandão, recém-filiado ao Partido da Mobilização Nacional (PMN) e presidente do Clube de Regatas Brasil, prepara-se para o maior desafio de sua carreira política: a disputa pelo governo do Estado em 2006. Celso Luiz vem articulando, depois de sua transferência para o PMN, confirmada no mês de julho, uma competitiva aliança para a disputa das eleições proporcionais do ano que vem, o chamado chapão. Na manhã da última sexta-feira, em seu escritório particular, o deputado Celso Luiz concedeu a entrevista a seguir, na qual confirmou sua decisão irrevogável de concorrer ao governo do Estado e o apoio incondicional ao governador Ronaldo Lessa (PDT) para o Senado. Confirmou que mantém contatos com o deputado federal João Lyra (PTB) e contou como andam as negociações em torno dos futuros filiados ao PMN. O deputado aproveitou a oportunidade para informar que, na próxima quarta-feira, deverá divulgar a relação definitiva de parlamentares que ingressarão no PMN. Gazeta - Quais os critérios que o senhor tem utilizado para os futuros membros do PMN e integrantes do chapão? Celso Luiz - Em primeiro lugar, nós temos deixado os deputados à vontade para que cada um decida para qual partido vai, qual coligação, porque nós não podemos, nesse momento de definição, fazer influência. A gente tem amizade, não está discutindo questão de critérios, está deixando os deputados à vontade para que eles escolham o partido. Aqueles que decidirem realmente vir, a gente aceita no partido. Mas a filiação ao PMN estaria sendo colocada como uma condição para a participação no chapão? Não, não é condição nenhuma. Condição só é a condição de facilitar. Quer dizer, o deputado tem uma certeza de que vai disputar a eleição em uma chapa completa. A intenção nossa é manter os entendimentos para uma chapa completa e, na frente, pensar em coligações para deputado, porque é preciso ter uma quantidade de votos para disputar a eleição. A condição é essa. Nos seus cálculos, mais ou menos quantos candidatos deverão compor o chapão, entre os que já possuem mandato e os que não possuem? Eu acho que nós devemos ter, entre os que têm mandato e não têm, entre quinze e vinte candidatos. Entre os que não têm mandato, o senhor confirma os nomes de Augusto Farias, Luiz Dantas e Maurício Tavares no chapão? Eles participaram da reunião [realizada na última terça-feira] com a gente e ficaram de responder. O Augusto está confirmado e os outros dois ficaram de responder na próxima quarta-feira. Eles também estariam indo para o PMN? A tendência é essa. Eles falaram na reunião que a intenção... Ficaram de comunicar aos seus partidos que têm a intenção de ir para o PMN. Quantos políticos sem mandato estariam negociando nesse momento com o senhor a ida para o PMN e a participação no chapão? A Kátia Freitas, esposa do prefeito Inácio Loiola [Damasceno Freitas, do PSDB, de Piranhas] será candidata pelo nosso partido, e vários outros. A gente ainda está em discussão para definir o número. E entre os que têm mandato na Assembléia, o senhor já dispõe de um número certo? Confirmados nós temos o João Beltrão [PMDB], o deputado Cícero Ferro [PMDB], Marcos Ferreira [PSB], Sérgio Toledo [PSB]... Fernando Duarte [PPS] está discutindo. Confirmados nós temos esses, que eu me lembre no momento. Então, vamos de um por um. Deputado Arthur Lira (PP)? Está conversando. Deputado Antônio Albuquerque (PFL)? Não. Temóteo Correia, Gilvan Barros e Gervásio Raimundo, do PTB? Gilvan está confirmado, os outros estão conversando. Judá Nicácio (PDT) e Cícero Amélio (PMN)? Judá não pretende se candidatar e Amélio está negociando a participação no chapão. João Beltrão, Ziane Costa e Cícero Ferro, do PMDB? O Beltrão e o Cícero estão confirmados. A Ziane ainda não. Júnior Leão (PL, suplente do deputado Gilvan Barros)? Confirmado também. Marcos Barbosa (sem partido)? Tem conversado com a gente. Marcos Ferreira e Dudu Albuquerque, do PSB? O Marcos está confirmado. O Dudu fica no PSB. Fernando Duarte, José Pedro e Francisco Tenório, do PPS? Estão conversando. Alves Correia, Isnaldo Bulhões, Luis Pedro e Jota Cavalcante (suplente do deputado João Beltrão), do PDT? Estão conversando, mas não definiram. Maria José Viana e Sérgio Toledo, do PSB? A Maria fica no PSB, mas o Sérgio já está confirmado. Gilberto Gonçalves (PP)? Não tem definição nenhuma. Francisco Carvalho, o Chicão (PSDB)? Não. Nelito Gomes de Barros (PFL)? Provavelmente vai vir para o PMN. Paulão (PT)? Bem, esse... Não. Adalberto Cavalcante (sem partido)? Está quase confirmado. Existe um cálculo de quais os partidos que deverão ceder mais integrantes para o PMN? Não. Estamos vendo ainda, porque o pessoal ainda vai conversar com os partidos. Não podemos neste momento definir um número sobre isso. O senhor acredita que pode haver um esvaziamento no PT até o final de setembro, quando se encerra o prazo para as mudanças de partido? Eu acho que não, porque vários membros do PT são pessoas que fizeram história em Alagoas. E todos viram que o que saiu de comentário sobre o PT foi esclarecido. O deputado Paulão [Paulo Fernando dos Santos] como presidente já esclareceu e eu acredito que o PT de Alagoas estará com a maioria da sua base instituída. O senhor tem negociado com alguém do PT? Espera receber algum membro do PT no PMN? As portas do PMN estão abertas. É claro que seria muito importante se algum membro do PT quisesse vir para o PMN, mas até o momento não tivemos nenhuma conversa. O que estaria faltando para os políticos que ainda não confirmaram a ida para o PMN e a entrada no chapão tomarem uma decisão definitiva? Falta conversar com seus partidos, ver a questão de coligação, ver a questão futura, a nova legislação eleitoral, tudo isso. Eles pediram tempo com essa intenção. Esses políticos têm feito algum tipo de exigência para ingressar no PMN? Não. A grande preocupação do deputado é com a questão de fazer uma chapa que realmente fique mantida para a eleição e abrir coligações mais adiante. O senhor pretende manter o apoio ao governador Ronaldo Lessa (PDT) em 2006? Claro. A questão do senador, eu, como presidente do PMN, não discuto. Nosso candidato para senador é o governador Ronaldo Lessa. Mas o senhor confirma que tem conversado também com o deputado federal João Lyra sobre as articulações para as eleições do ano que vem? Conversei com o deputado João Lyra, já conversamos com o senador Teotônio [Vilela Filho, PSDB], senador Renan [Calheiros, PMDB], com o governador, com o vice-governador Luís Abílio [PSB]. O único compromisso que existe até agora para a eleição de 2006 é com o governador Ronaldo Lessa para o Senado. O senhor pensa em tentar um aproximação entre o Lessa e Lyra? Tudo que for preciso para ajudar na eleição do governador Ronaldo Lessa, dependendo do limite onde eu posso chegar, dentro das minhas condições, tudo que eu puder fazer para que a eleição do governador Ronaldo Lessa seja uma eleição tranqüila, uma eleição mais fácil, a gente vai ajudar o governador. Quanto à candidatura do presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros, de que lado o senhor acredita que ele deverá ficar? Eu não conversei mais com o senador Renan. A informação que eu tenho é que ele não definiu ainda sua candidatura, e a gente só pode voltar a conversar quando realmente ele se definir. O senhor ainda considera a possibilidade de disputar as eleições ao lado do senador Renan Calheiros, como vice-governador na chapa dele? Eu gostaria de deixar bem claro que, com essa formação do PMN, eu não estou discutindo mais com ninguém essa questão de vice. Neste momento, eu declaro que nós não iremos discutir mais ser vice de ninguém. Vamos esperar um pouco para definir. Mas o senhor abriria mão da sua candidatura a favor de Renan ou de algum outro candidato? Tudo isso nós iremos discutir quando o PMN estiver formado, qual será o rumo que o PMN vai tomar, claro que sempre conversando com o governador Ronaldo Lessa. O senhor já declarou que tem evitado negociar com os prefeitos, uma vez que as eleições municipais aconteceram há pouco tempo, mas, entre ex-prefeitos, já estão acontecendo reuniões para definir o ingresso no PMN? Nós fizemos várias reuniões sobre questão de chapa, mas a questão municipal, de prefeitos, vereadores, nós só vamos começar a discutir no próximo ano, que é quando virá a eleição. Cada deputado tem sua base, mas nós não queremos, nesse momento, fazer essa discussão. Os prefeitos estão cuidando de suas administrações e nós não queremos atrapalhar. No próximo ano, no ano da eleição, a gente vai discutir com os prefeitos. ### QUEM É Nome: Celso Luiz Tenório Brandão Idade: 41 anos Cargo: Presidente da Assembléia Legislativa, do PMN e do CRB Partido: PMN Eleições: Prefeito de Inhapi em 1988 e deputado estadual em 1994, 1998 e 2002 Hobby: jogar futebol

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