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Impeachment não vai paralisar o País

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| DA EDITORIA DE POLÍTICA O presidente do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5ª), desembargador federal Francisco de Queiroz Cavalcanti, disse, na última sexta-feira, que a democracia vive no Brasil seu maior teste com a atual crise política. De acordo com o magistrado, não há razões técnicas suficientes no momento para se chegar ao impeachment do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como começam a defender alguns segmentos da sociedade. Mas argumentou que, se isso ocorrer, o país não vai parar. O Tribunal Regional Federal da 5ª Região abrange, em sua jurisdição, os estados de Alagoas, Sergipe, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará. Os cinco Tribunais Regionais Federais (TRFs) foram criados pela Constituição Federal de 1988, em substituição ao extinto Tribunal Federal de Recursos. Watergate As investigações das CPIs dos Correios e do Mensalão, que se aprofundam e envolvem o PT e setores do governo, levaram parte da oposição e falar abertamente na possibilidade de um processo de impedimento do presidente Lula. Na semana passada, uma parte dos oposicionistas sobretudo do PSDB recuou no discurso, admitindo que ainda não há condições jurídicas e políticas para tentar interromper o mandato presidencial. Segundo essas opiniões, ainda não há provas concretas para iniciar o processo, nem um clamor popular exigindo a saída de Lula do governo. Com o escândalo Watergate, o presidente Richard Nixon renunciou à Presidência dos Estados Unidos e nem por isso aquele país parou. No Japão, alguns ministros de Estado renunciaram ao cargo e também o Japão seguiu em frente, argumentou o presidente do TRE-5ª. Dentro dessa linha de raciocínio, o magistrado acredita que, se houver o impeachment do presidente Lula, o Brasil não vai parar. Mas ninguém deve estar preocupado no momento em apoiar ou deixar de apoiar a cassação presidencial, salientou. Ainda de acordo com Francisco Cavalcanti, nos governos anteriores podem até ter ocorrido tantas irregularidades quanto agora. Mas o fato de não terem sido devidamente apuradas não justifica que não devam ser investigadas as irregularidades de hoje, frisou.

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