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Davino: polícia é contra desarmamento

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| ODILON RIOS Repórter As armas de fogo são responsáveis por 70% dos homicídios em Alagoas e a maioria dessas armas é adquirida na Feira do Passarinho, nas imediações do Mercado Público da capital. A constatação foi feita ontem, em entrevista à Gazeta, pelo secretário de Justiça e Defesa Social, Robervaldo Davino. O secretário afirmou que a corporação policial é contra a proibição da venda e do porte de arma, tal como prevê o Estatuto do Desarmamento (ver matéria abaixo). Segundo ele, as armas são roubadas de empresas de vigilância, de policiais ou em residências e, em seguida, são vendidas na feira e utilizadas para os crimes. As pessoas que são presas ou consultadas pela polícia dizem, na maioria, que adquiriram as armas na Feira do Passarinho, mais precisamente na Feira do Rato. A polícia tem feito várias operações lá e não encontra. Sabemos que muitas armas são roubadas em empresas de vigilância, de policiais, em residências e são usadas em crimes, disse. Estatuto em debate O secretário Robervaldo Davino participou, ontem pela manhã, do debate Estatuto do Desarmamento x Violência, que atraiu a atenção de pouco mais de 15 pessoas ao auditório do Hospital Universitário, no campus da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). ### Desarmar não resolve o problema da segurança O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB) autor do Estatuto do Desarmamento não foi ao debate na Ufal, apesar de sua participação constar na programação do evento. Evitando expor sua opinião pessoal sobre o referendo sobre o comércio de armas, o secretário Davino afirmou: A polícia é contra o desarmamento. Ele opinou que não se vai resolver o problema da segurança com o desarmamento, mas com educação e analisou: Existe lei no Estado que proíbe o porte de arma. Mesmo assim, continuam os crimes por armas de fogo. Ainda de acordo com o secretário, a área de segurança pública alagoana apreende em média 3,3 armas por dia, e neste ano a estatística será maior. O tipo principal de arma apreendida é o revólver, apontou. No dia 23 de outubro, haverá um referendo nacional para saber se a população é contra ou a favor da venda de armas de fogo. Em Alagoas, mais de 1 milhão 774 mil eleitores estão aptos a votar. |OR

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