Política
Nonô diz em discurso que Lula surtou
| EDITORIA DE POLÍTICA Brasília O deputado federal José Thomaz Nonô (PFL) acusou, sexta-feira, durante pronunciamento na Câmara dos Deputados, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de ter se excedido ao se comparar ao ex-presidente Juscelino Kubitschek. O presidente Lula, sem dúvida alguma, e me permita usar a linguagem popular, surtou, ou seja, pirou, extrapolou, pois passou a semana querendo ser Juscelino, disse. Para o deputado, Lula é apenas uma pessoa que assumiu o lugar errado, no momento errado, com companhias erradas, com o partido errado. É por isso que o Brasil, no dia de hoje, anda tão errado. Segundo Nonô, Juscelino Kubitschek mudou o País, ao deixar como marco de sua gestão a construção de Brasília. Ele foi acusado, como hoje é o presidente Lula, mas deixou uma marca, Brasília, marco de desenvolvimento do Centro-Oeste, uma região que hoje é o celeiro deste País, observou. Além disso, Nonô lembrou que o ex-presidente criou a indústria automobilística, segundo ele, o marco zero da história da mudança do perfil produtivo brasileiro. Juscelino é lembrado pela sua maneira dócil, mas pela visão realista e generosa do País. Jamais foi rancoroso ou culpou a imprensa pelos equívocos do próprio governo e tratou da revolta dos militares de Jacareacanga com talento, competência e firmeza, disse. Em seguida, Nonô questionou: O presidente Lula será lembrado por quê?. E respondeu, com ironia: Pelo Delúbio, pelo Valério, Dirceu, Palocci, Pizzolato e pelo Juscelino, mas Juscelino Dourado, mais um gatuno dessa imensa quadrilha que se apropriou do País. Dourado, chefe de gabinete do ministro da Fazenda, pediu demissão depois de depor à CPI e ser questionado sobre os sinais de enriquecimento. Não fez uma grande obra, vai ser lembrado pelo quê? Pelo Fome Zero? Por qualquer um desses inúmeros fracassos que lança no rosto da sociedade brasileira? Ou vai ser lembrado, internacionalmente, por haver enterrado o sonho da esquerda brasileira?, complementou, lembrando que, pela primeira vez, um líder popular, com uma brilhante carreira, assumiu a presidência do maior País latino-americano.