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Sarney diz que Lula é vítima da crise

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LUIZA BARREIROS Repórter O senador José Sarney (PMDB) reafirmou ontem, em Maceió, que ainda acredita que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja vítima da crise vivida pelo seu governo e pelo PT. O presidente Lula é uma vítima e não um homem para ser acusado, afirmou. Sarney veio ao Estado para um evento na Academia Alagoana de Letras e, no Palácio do Governo, foi agraciado com a Medalha Floriano Peixoto, também conferida a outras seis personalidades. O ex-presidente da República e do Senado se disse triste com o que está ocorrendo no Congresso Nacional, onde, após as denúncias de pagamento de mensalão, um deputado foi cassado, outro renunciou e outros 16 estão sendo investigados. Espero que muito rapidamente possamos punir aqueles que são culpados e o País retome o caminho da normalidade, afirmou. Perguntado até onde a crise iria, Sarney não foi muito otimista: Eu não sou profeta, mas não vejo ainda momento de ela terminar, arriscou. Sarney não respondeu objetivamente ao ser perguntado se achava Severino Cavalcanti (PP-PE) deveria renunciar do cargo de presidente da Câmara. Severino é um problema da Câmara dos Deputados, mas considero o que ocorreu ali muito grave, ainda mais se tratando do presidente da Casa, disse. STF O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), também participou da solenidade em Alagoas. Segundo ele, a decisão Supremo Tribunal Federal (STF) de suspender o processo de cassação dos 18 deputados no Conselho de Ética foi constitucional. Nessas horas, a gente tem que levar em conta a necessidade de respeitar o direito de defesa, que foi constitucional e precisa ser respeitado, justificou. Renan disse que não vê interferência do Judiciário no Legislativo e defendeu o princípio da ampla defesa aos acusados. Não acho que houve quebra no princípio de independência dos poderes. O Judiciário faz o seu trabalho ao garantir a defesa a todos, disse. Renan defendeu investigação rigorosa e punição aos culpados como prioridades do Legislativo. O senador disse que vai continuar apoiando o governo e trabalhando pela governabilidade, mas que isso terá um limite. Limite este que, segundo ele, será estabelecido de acordo com as investigações sobre a corrupção que supostamente envolve a cúpula governista.

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