loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 23/07/2026 | Ano | Nº 6273
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Política

Política

Ronaldízio mexe em quatro cargos

Ouvir
Compartilhar

| ODILON RIOS Repórter Novas mudanças no secretariado do governo estadual começam hoje, com a posse do novo secretário de Educação, José Márcio Malta Lessa, pai do atual titular da pasta, Maurício Quintella (PDT), que reassume a cadeira de deputado federal que estava sendo ocupada pelo primeiro suplente, Jurandir Bóia (PDT). A posse do novo secretário de Educação está prevista para as 10 horas, no Palácio Floriano Peixoto. Semana que vem, possivelmente na quarta-feira, 28, será a vez de Bóia assumir a Secretaria de Assistência Social, na vaga de Thomaz Beltrão, que por sua vez deve ser remanejado para a Fundação de Amparo à Pesquisa de Alagoas (Fapeal), cujo atual presidente é José Márcio. Outro exonerado da função, desta vez a pedido, foi o secretário extraordinário Eduardo Canuto, que poderá voltar à Câmara de Vereadores, ou situação mais provável encaixado em outra função no governo estadual. fortalecimento O novo ronaldízio faz parte do fortalecimento de nomes ligados ao PDT e ao PT para as eleições do ano que vem. No caso de Maurício Quintella, levou-se em conta o atual momento político do país, em que todos os holofotes estão voltados para a Câmara Federal. Além disso, o secretário estaria sendo esquecido do cargo de deputado federal. Ele está afastado da função há quase dois anos. Ontem, na Fapeal, Beltrão e José Márcio estiveram em reunião para acertar detalhes da transição no cargo. Como a fundação pertence à administração indireta, serão necessários dois requisitos: que o presidente pertença ao Conselho Superior da Fapeal e seja escolhido pelo governador em uma lista tríplice. O conselho é composto por 11 membros, três deles indicados pelo governador Ronaldo Lessa (PDT): o presidente e o vice, José Medeiros, e o secretário adjunto de Desenvolvimento Humano, Ironaldo Alves. Nenhum deles recebe pagamento para a função. Ontem, nos bastidores, a informação era de que Ironaldo seria retirado do Conselho para dar lugar a Beltrão. O argumento é de que José Medeiros é visto como um dos fundadores da Fapeal e teria assento garantido no Conselho Superior; José Márcio deixaria a presidência para assumir a Educação. Sobraria um membro para o Conselho, com situação ainda indefinida, pelo menos até ontem. Na presença de Beltrão, o ainda presidente da Fapeal, José Márcio, falou ontem à Gazeta sobre suas realizações na fundação, os projetos do órgão entre eles o DNA Forense e o de Biodiesel e o crescimento das bolsas para incentivo à pesquisa. Em 1998, eram 50; neste ano, 623, números fornecidos pela fundação. A Fapeal tem um duodécimo de R$ 800 mil e tem parcerias com o Ministério da Saúde, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Beltrão, futuro presidente, afirmou que o novo cargo vai lhe dar mais visibilidade política, e evitou, ao mesmo tempo, falar em candidatura em 2006. Vamos discutir internamente para saber quem deve ser o candidato, analisou Thomaz Beltrão, membro do PT. ### Campanha 2006 por trás das mudanças Apesar de não admitir, o ainda secretário de Assistência Social Thomaz Beltrão tenta arrebanhar eleitores em um público considerado mais esclarecido, que estaria nas faculdades e na Universidade Federal de Alagoas (Ufal), com bolsas patrocinadas pela Fapeal. Além disso, Beltrão é visto entre os petistas com um discurso mais científico, destoando das ações na Assistência Social, mas agradando ao público de classe média, em um primeiro momento espalhado no ensino superior. Ele pode sair como candidato a deputado estadual ou federal. Situação semelhante é a do suplente de deputado Jurandir Bóia, candidato no ano que vem para a vaga de federal. Ele disse ontem que a Assistência Social será mais uma missão. Onde eu estiver, meu nome se fortalece, explicou. Ele assumiu como suplente em dezembro de 2003. Não foi surpresa [a saída de Brasília]. Já vínhamos conversando [Lessa e Bóia], apontou. Um governista estaria indo na contra-mão no bloco de satisfeitos do Palácio Floriano Peixoto. É o secretário extraordinário Eduardo Canuto, exonerado a pedido, conforme foi publicado no Diário Oficial do Estado. Ele assumiu em julho o cargo para dar fôlego político ao primo do governador e primeiro suplente, Israel Lessa, na Câmara de Vereadores. Além disso, atuaria em conjunto com a Célula de Articulação, tecendo no interior do Estado a candidatura de Lessa ao Senado. Canuto era secretário de Esportes antes de se candidatar e ganhar uma vaga na Câmara de Vereadores. Deixou o governo e, apesar de ser considerado da bancada de oposição ao prefeito Cícero Almeida (PTB), sua atuação era vista mais como aliado do prefeito, incluindo algumas trocas de elogios em público, especialmente quando o assunto era o esporte. Filiado ao PV, cobrava cargos para o partido diretamente ao governador, mas nos últimos tempos e nos bastidores, estava mais afastado do público e chateado com o presidente da Fundação Alagoana de Promoções Esportivas, Dário Magalhães. As razões ainda são desconhecidas e até ontem não se admitia se a exoneração do secretário estaria ligada ao fato nem se haveria um racha entre Lessa e Canuto. |OR

Relacionadas