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PFL fica com quatro deputados na ALE

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| LUIZA BARREIROS Repórter O PFL de Alagoas aumentou ontem para quatro o número de deputados estaduais com mandato filiados à legenda. Além de Antônio Albuquerque, que já estava há alguns meses no partido, assinaram ontem a ficha de filiação os deputados Francisco Carvalho, o Chicão (ex-PSDB), Temóteo Correia (ex-PTB) e Gilberto Gonçalves (ex-PP). Para um partido de oposição, ter quatro deputados não é nada mau, é muito bom, comentou o deputado federal José Thomaz Nonô, que, como presidente do Diretório Regional do PFL, comandou a solenidade de filiação, na manhã de ontem. Também foi formalizada ontem a filiação ao PFL da vice-prefeita Lourdinha Lyra (ex-PTB). Ao fazer a apresentação da nova filiada, Nonô disse esperar que o deputado federal João Lyra, presidente do PTB e pai de Lourdinha, não fique com muita raiva pela subtração feita. Trata-se de uma pessoa muito querida em Maceió, em Alagoas e com certeza vai dar uma contribuição poderosa ao nosso partido, complementou. CÂMARA O PFL também recebeu em seus quadros os vereadores Diogo Gaia que fez a mudança partidária mais radical, já que se elegeu pelo PT e Gerônimo Ciqueira (ex-PSB). Apesar de não ter conseguido sucesso nas tentativas de atrair para a legenda os vereadores Berg Holanda (Prona) e Dudu Holanda (PTB), Nonô comemorou a chegada de Gaia e Ciqueira, que aumentam de dois para quatro o número de vereadores pefelistas na Câmara Municipal de Maceió. Estamos a caminho de ter uma bancada forte na Câmara, analisou Nonô. Também foram anunciadas ontem as filiações da ex-prefeita de Rio Largo, Maria Eliza (ex-PTB); do ex-prefeito de Olho d?Água do Casado, Gualberto Pereira, da ex-vereadora de Delmiro Gouveia, Henriqueta Cardeal, e do ex-deputado federal Manoel Affonso de Mello. ### Novatos e sem mandato entre novos filiados Na solenidade de ontem, o PFL também oficializou as filiações de empresários, lideranças de classe, políticos sem mandato, a maioria deles possíveis candidatos à primeira eleição em 2006. Entre os nomes apresentados, o do ex-procurador-geral do Estado, Lean Ferreira de Araújo, o do presidente da Associação Nacional dos Procuradores de Estado, Omar Coêlho de Mello, e o procurador Augusto Galvão. Nenhum partido pode crescer se não tiver apoios claros na classe média, com pessoas emblemáticas como Omar Coelho e Lean Araújo, disse Nonô ao apresentá-los. Omar deverá disputar uma cadeira na Câmara Federal no próximo ano, e Lean Araújo poderá ser lançado para deputado estadual ou federal. Ivana Toledo, esposa do ex-prefeito de Penedo, Alexandre Toledo (PSDB), também filiou-se ao PFL e poderá sair candidata a deputada estadual em 2006. Outra filiação formalizada ontem foi a do empresário do setor sucroalcooleiro Jorge Toledo. Ele foi anunciado pelo deputado Nonô como sendo uma filiação especial. Trata-se de uma liderança do setor e uma pessoa de extrema força na família Toledo, que já tem militância política com os ex-prefeitos de Penedo, Alexandre Toledo, e de Cajueiro, Fernando Toledo, disse Nonô. Ele afirmou que Jorge Toledo tem uma presença empresarial e política ímpar no Estado. Nenhum partido poderá ter sobrevida nem propostas concretas se não observar a realidade do Estado e é necessário integrar o empresariado, disse. |LB ### PFL representa repulsa ao desmando No discurso que fez ontem em Maceió, José Thomaz Nonô fez um balanço do papel que o PFL vem desempenhando na oposição ao governo Luiz Inácio Lula da Silva e da sua participação na disputa pela presidência da Câmara dos Deputados, quando foi derrotado pelo deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP). Segundo ele, o PFL tem conseguido se firmar no cenário nacional como o partido que melhor representa a sociedade brasileira nos dias de hoje. Duvido que outro partido represente mais, hoje, o sentimento de repulsa aos desmandos estaduais e nacionais do que o PFL, disse. Temos feito uma oposição responsável, serena, construtiva, e eu me orgulho muito de pertencer a esse partido e em nível nacional dar sustentação à legenda, complementou. Nonô qualificou como sendo fantástico o crescimento do partido, principalmente em Alagoas. MESA Ao analisar a eleição de quarta-feira, Nonô disse que combateu o bom combate e perdeu a eleição, mas, em compensação, ganhou toda a opinião pública brasileira. E em Alagoas havia uma corrente clara [de apoio à candidatura], de pessoas que jamais votaram no PFL, que jamais votaram em mim e, num gesto de grandeza, entenderam que a alagoanidade é maior do que todos, admitiu. Perguntado sobre como seria a partir de agora sua relação com Aldo Rebelo já que continua vice-presidente da Câmara Nonô disse que não terá dificuldade. Tenho um relacionamento pessoal com o Aldo muito bom, disse. Segundo ele, será melhor ainda que com o ex-presidente Severino Cavalcanti (PP-PE). Como o Severino não tinha condições de tocar a casa, eu tive uma sobrecarga e ao mesmo tempo me sentia inibido de, por exemplo, divergir de algumas coisas da Mesa, porque eu era ao mesmo tempo, digamos assim, o amparo do Severino e a pessoa que presidia as sessões mais controvertidas. Nonô disse achar que Aldo Rebelo vai querer assumir o cargo em sua plenitude. Vou poder fazer agora oposição, na postura clara do meu partido. |LB

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