Política
Nonô acha difícil TSE reverter decisão
| ODILON RIOS Repórter O vice-presidente da Câmara dos Deputados, José Thomaz Nonô (PFL), disse ontem, pouco depois de uma reunião na sede do PFL em Maceió, que acha muito difícil o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reverter a sentença que tornou o governador Ronaldo Lessa (PDT) inelegível por três anos. Nonô possivelmente é candidato ao Senado e opositor político de Lessa desde o primeiro mandato do governador, em 1999. Eu particularmente acho muito difícil. Não li os votos do tribunal, mas alguns companheiros que assistiram à sessão disseram que os votos foram muito duros, muito explícitos. Acho pouco provável a reversão. Não é impossível, mas é pouco provável, afirmou. A defesa de Lessa ainda pode recorrer da decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AL) que, por unanimidade, tornou o governador inelegível até 2007. A inelegibilidade só é válida depois do julgamento do recurso pelos tribunais superiores. Candidatura Ao falar de sua candidatura ao Senado, Nonô apontou que a decisão do tribunal muda o quadro político alagoano, mas não influiria na eventual candidatura. Claro que muda. Mas a minha candidatura ao Senado independe do governador. Se isso surgir, virá de uma aliança com outros partidos no momento oportuno. Acho que isso é uma decisão para fevereiro do ano que vem. Até lá, vamos tentar costurar. E a posição do governador em ser ou não candidato não altera a minha decisão em absolutamente nada. Inquirido sobre um possível erro do governador, Nonô, parente distante de Lessa, silenciou e apontou: Não sei. Acho, de uma maneira bem sóbria, que o governador esqueceu que não há pessoas acima da lei. Com discurso de candidato, destacou: A minha oposição firme, desde o primeiro momento, é que o governador não seria a solução para os nossos problemas. ### PFL reitera oposição a Lessa e Lula O PFL alagoano reuniu ontem os novos filiados ao partido, entre deputados estaduais e a vice-prefeita da capital, Lourdinha Lyra, a portas fechadas e com auditório lotado. Ficou estabelecido que a sigla enfatizará o discurso de oposição aos governos estadual e federal e será aliada do prefeito Cícero Almeida (PTB). Nos demais municípios, fica para uma outra reunião, quando pudermos ouvir as posições específicas nos municípios alagoanos. Então, estamos falando em uma linguagem só, estou muito entusiasmado. Acho que o partido vive um excelente momento, disse o vice-presidente da Câmaras dos Deputados, José Thomaz Nonô, presidente estadual do partido. Ainda segundo ele, o partido vai reativar o PFL Jovem e o PFL Mulher, liderado pela vice-prefeita da capital. O deputado estadual Antônio Albuquerque será uma espécie de interlocutor entre o partido e a Assembléia Legislativa. Não é uma questão de liderar esse ou aquele movimento, é de participar, para que a gente possa efetivamente fazer do crescimento do partido uma opção real para a sociedade alagoana, explicou Albuquerque. Há algum tempo, ele lançou-se candidato ao governo estadual. Ontem, porém, perguntado sobre o assunto, desviou. Não posso dizer. Tenho que discutir o crescimento do partido, que é essa a orientação do Nonô; a forma de deixá-lo mais presente nos municípios de Alagoas, para depois a gente poder colocar as candidaturas em todos níveis, tanto na proporcional quanto na majoritária. Na segunda-feira, Nonô viaja a Brasília para participar, semana que vem, da sessão que poderá votar a MP 252, a chamada MP do Bem, que prevê a renegociação das dívidas dos municípios junto ao INSS. O projeto foi ao Senado e recebeu 27 emendas. E voltou com prazo muito exíguo para aprovarmos as sugestões do Senado. O prazo é até o dia 13. Não sei se haverá tempo de aprovar as emendas do Senado. Vamos fazer um esforço. Estou indo para Brasília na segunda-feira para tentar votar. |OR