Política
Emergentes fazem frentão para 2006
| ODILON RIOS Repórter Os partidos nanicos ou, como preferem ser chamados, emergentes, começam a traçar os planos para a sucessão estadual em 2006, inclusive traçando estratégias para a possível inelegibilidade do governador Ronaldo Lessa (PDT) ao Senado, após uma decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AL), tomada há duas semanas. Nove deles se organizam para apoiar o governo estadual Elias Barros (PTN) e, para o Senado, Gerson Alves Guarines (PAN). A proposta é confirmada pelo próprio Guarines, que ditou até o nome dos partidos que fariam parte da composição: além do PAN e do PTN, estão o Prona, PMN, PRP, PSDC, PSC, PTC e PT do B. PMN e PSDC não confirmaram as negociações. Esses partidos vão se alinhar na proporcional e a dois candidatos: Elias Barros ao governo e eu ao Senado, as portas não estão fechadas. O quadro será diferente se ficar confirmada a inelegibilidade do governador, apontou Guarines. Mas, segundo ele, vai-se poder barganhar, como classificou. É possível [lançar nomes ao governo] como forma de barganhar espaço [caso ganhe o governo], como os outros partidos fazem. Mais adiante, assumiu: Isso é normal. Hoje, todo mundo negocia com todo mundo. Disse ainda que era aliado do governo Lessa, em 1999, mas o governador retirou os cargos do PAN. Atualmente, porém, não sobraram mágoas. Somos centro-esquerda. Conversamos com o [deputado federal] João Lyra, com o [deputado José Thomaz] Nonô ou com o governador, analisou. O PAN tem 14 vereadores no Estado. No quadro nacional, os números não foram informados. Defende a sociedade, mas em especial o idoso, segundo seu estatuto, porém, adotou o jeito caeté de fazer política. A política é a arte de conceber os interesses das pessoas fingindo conceber os interesses alheios, citou Guarines. ### Freire: Tenho como provar mensalão O presidente estadual do PTN, doutor Elias Barros, como faz questão de ser chamado, não informou os números de seu partido em Alagoas, tampouco nas negociações para 2006. Porém, apesar de ser candidato ao governo estadual, possui um cargo no governo Ronaldo Lessa (PDT): é superintendente dos Movimentos Sociais. Participou das eleições ao governo estadual em 2002 como candidato e sua atuação era curiosa: poupava Lessa em seu programa e atacava outras candidaturas. Quando o governador foi reeleito, ganhou um cargo: a Ouvidoria Geral do Estado. No programa do partido, nacionalmente, está escrito que o PTN não tem compromisso com ninguém. O PSDC, presidido em Alagoas por Eudo Freire, sem cargos no governo Lessa, como fez questão de frisar, não tem representantes na política, mas ataca o governo Lessa, poupando o deputado federal João Lyra (PTB), além dos laranjas. Freire é candidato ao governo estadual. Os únicos que não são laranjas são João Lyra e Eudo Freire, analisa. Sobre alianças, descarta conversa com Lessa e não se autointitula nanico. Somos alternativos. Além disso, pressagia: Sei de todo o esquema de mensalão, envolvendo grandes nomes da política alagoana e tenho como provar, apontou. Com uma linha dita marxista, o PCO não está tão animado para concorrer este ano em Alagoas. Sem representantes, o diretório estadual é administrado por um nome da Executiva Nacional, Alexandre Gallo, que vive em São Paulo. Não temos diretório em Alagoas, não temos cargo no governo Lessa, não estamos ligados a ninguém. Trabalhamos com independência, disse o representante alagoano Tibério Guimarães. O PCO espera a orientação nacional. |OR ### Jorge VI sai para deputado federal: dobradinha com Suruagy O PSC, alinhado nacionalmente com o projeto político do ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho (PMDB), tem 15 vereadores em Alagoas e oito vice-prefeitos. É presidido em Alagoas pelo suplente de deputado federal Jorge VI, ex-PSDB. Compromissos na política só com a definição sobre a verticalização, segundo ele. Em aliança com o Prona para 2006, aponta um candidato: Provavelmente o [ex-governador] Divaldo Suruagy a deputado federal. VI também inclui o seu nome na disputa. Suruagy é filiado ao Prona. O PRTB, presidido por Eraldo Firmino, tem sete vereadores e um vice-prefeito. Aliança com o governador Ronaldo Lessa é impossível; já com o deputado João Lyra (PTB) não temos problema. O PRTB não é nanico. Temos vários deputados estaduais e prefeitos, explicou. PMR O recém-criado PMR, cuja figura mais importante é o vice-presidente da República, José Alencar, ex-PL, não tem representantes no Estado nem em cargos eletivos. O membro da Comissão Provisória Estadual, Reginaldo dos Santos, suplente de vereador em Maceió, acredita que ainda é cedo para pensar em coligações. A política gira muito, disse. Fica difícil falar nisso. Tipo assim, depende de quem nos procura, analisou. O presidente do PTC, Francisco das Chagas Porcino, contabiliza 29 vereadores e um vice prefeito no partido. O projeto é eleger Lessa ao Senado e está irmanado com o PSC para as eleições do ano que vem. A Gazeta tentou contato com PV, PHS, Prona, PRP, PSL e PT do B, mas ninguém foi encontrado. |OR