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Abílio vai assumir governo e pepinos

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| ODILON RIOS Repórter O governador Ronaldo Lessa (PDT) resolveu passar o pepino representado pelo clima de greve em vários setores da administração pública para o vice-governador Luis Abílio (PDT). Mesmo antes de assumir o governo, em abril, Abílio terá a missão de administrar as greves da Polícia Civil e Saúde, a paralisação de advertência dos servidores da Educação, no dia 20, além do possível aquartelamento, também por advertência, da Polícia Militar, no mesmo dia dos professores, situação que pode resvalar no domingo, dia 23, durante o referendo sobre a comercialização de armas de fogo no País. O motivo do protesto dos PMs é o mesmo dos demais servidores: falta de condições de trabalho e baixos salários. A medida gerou dor de cabeça na época do governo Divaldo Suruagy (1995-1997). Sem receber salários há vários meses, os policiais ficaram aquartelados, mas houve nesse período uma sucessão de greves, incluindo a da Educação. Em 17 de julho de 1997, por pressão popular e diante da Assembléia Legislativa, os policiais armados ameaçaram invadir o Legislativo Estadual. Suruagy resolveu renunciar. Na sexta-feira, Lessa atacou os servidores grevistas, disse que fez muito pelo Estado, falou em cansaço, referindo-se ao segundo ele não-reconhecimento destes setores dos avanços no Estado e, ao falar da paralisação de advertência dos professores, analisou: Entra [em greve] se for estúpido. Qual foi o Estado do Brasil que mais cresceu na Educação? Entra se esses líderes forem irresponsáveis. Deveriam ter responsabilidade. Vão trabalhar. ### Vice enfrentou crise com MST no início deste ano Quando o governador Ronaldo Lessa (PDT) esteve doente, no início deste ano, Abílio assumiu o governo e também administrou pelo menos uma crise grave, desta vez com os trabalhadores do Movimento dos Sem-Terra. O MST ficou acampado durante mais de um mês na Praça Sinimbu, com grupos rivais na Praça Centenário, e o vice-governador não conseguiu debelar a situação, mesmo com constantes diálogos com todos os movimentos. Apenas a promessa do superintendente do Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Rolf Hackbart, que veio a Maceió negociar com o MST, causou o recuo do movimento. Semana passada, uma reunião agendada entre Abílio e os servidores da Saúde foi suspensa por causa da decretação da greve. Vamos reajustar em 6% e incorporar aos vencimentos dos profissionais, como fora reivindicado, mas a reunião perdeu o sentido diante da desnecessária radicalização. |OR

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