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Abílio rebate acusações de João Lyra

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| DA EDITORIA DE POLÍTICA Maceió O vice-governador Luis Abílio (PDT) rebateu ontem por meio de matéria divulgada pelo site da Secretaria Estadual de Comunicação Social (Secom) as acusações feitas pelo deputado federal João Lyra (PTB), segundo as quais o governo de Alagoas não dialoga com os servidores nem fez uma programação relativa à aplicação dos recursos públicos. As declarações de João Lyra foram dadas em entrevista à Gazeta e publicadas na edição do último domingo. Na ânsia de antecipar o debate eleitoral, o deputado [Lyra] comete mais deslizes. Alguém precisa dizer a ele que não cola ficar tentando imputar ao nosso governo o diagnóstico da gestão passada, quando o partido dele [PTB] avalizou o pior desastre administrativo da história alagoana, disse Abílio, segundo a Secom. O vice-governador disse que deseja comparar os números governamentais. Vamos pedir à sociedade que confronte o presente com o passado. Servidores Com relação aos servidores públicos, o vice-governador afirmou que o governo Ronaldo Lessa instituiu uma nova política de recursos humanos. A mudança que ele [Lyra] anda pregando que vai acontecer começou desde 1999, quando Ronaldo ganhou as eleições do candidato do partido dele [referindo-se ao então governador Manoel Gomes de Barros]. Pegamos ali a maior plantação de abacaxis para descascar. Nenhum governante recebeu naquela época um Estado tão endividado como o nosso, rememorou Abílio. Nem o salário mínimo do governo federal o PTB pagava aos servidores estaduais, avalie recolher o FGTS. É essa dívida de quase 40 anos que vamos começar a pagar, complementou, para depois informar que o Estado paga agora um piso superior a R$ 300,00. O vice mostrou o resultado de uma relação que ele considera democrática no trato com o funcionalismo estadual. Sempre cultivamos o diálogo com as representações dos servidores e avançamos bastante em termos de conquista. No entendimento de Luis Abílio, os eventuais oponentes ao governo Lessa cometerão um erro fatal ao insistir em desconhecer a retomada do desenvolvimento de Alagoas. Melhoramos os indicadores sociais, que nos foram entregues em patamares vergonhosos. E demos rumo à nossa terra. ### PTB patrocinou o atraso econômico Os indicadores de gestão e os números que aferem a performance do governo de Alagoas, segundo o vice-governador Luis Abílio de Sousa Neto, apontam para o acerto nas decisões referentes às políticas públicas, ainda de acordo com a matéria divulgada ontem pela Secom. A sociedade está acompanhando, conserva na memória tudo de triste que ocorreu antes de 1999 na atividade pública estadual e aprova de forma contundente o nosso governo, afirmou o vice, que passou as duas últimas semanas respondendo pelo cargo de governador, já que Lessa tirou alguns dias para descansar. Falta de discurso Atribuindo à desinformação a afirmativa de João Lyra de que faltou programação nas finanças estaduais (se não for desinformação, é falta de discurso para se opor ao nosso governo, disse), Abílio disse que Ronaldo Lessa herdou, em 1999 quando assumiu o governo do Estado após derrotar o então governador Manoel Gomes de Barros (PTB) no primeiro turno a maior dívida pública proporcional entre as demais unidades federadas. Além do mais, o governo do partido dele (Lyra) entregou o Estado isolado de Brasília, porque a inadimplência com os organismos federais era crônica. Para o vice-governador, o grupo de João Lyra patrocinou o atraso econômico de Alagoas. Como ele pode falar em mudanças e respeito ao servidor depois do PDV, da falta de concursos, dos 16% do funcionalismo, da falta de recolhimento do FGTS, do atraso da folha em até nove meses?, alfinetou. As dez secretarias Sobre as secretarias de Estado que João Lyra, na entrevista à Gazeta, criticou pelo número que considera excessivo , Abílio identificou um conteúdo eleitoreiro no anúncio de Lyra de que governaria o Estado com apenas dez pastas. Só se for da maneira que ocorreu no passado e que foi entregue pelo partido dele a Ronaldo Lessa. A máquina estava praticamente paralisada. A antiga SSP [Secretaria de Segurança Pública, hoje de Defesa Social e abrangendo outras áreas] recebia míseros R$ 80 mil mensais e os destacamentos policiais no interior viviam dependendo das prefeituras, disse Abílio. Era humilhante. O vice-governador disse que Alagoas não possuía sequer a Secretaria da Indústria e do Comércio. Não vou nem falar nas outras, como a Defensoria Pública, que garante advogados para os necessitados. Abílio deixou claro que vai defender o governo de Ronaldo Lessa toda vez que houver acusações injustas, ou tentarem antecipar o debate eleitoral com base em dados inverídicos. Prefeitura A estranha receita que ele [João Lyra] passa para o Estado não é nem levada em conta pela Prefeitura de Maceió, que funciona com cerca de 30 unidades, afirmou o vice-governador. Temos muito orgulho em dizer que iniciamos o ajuste social e implantamos um ajuste fiscal responsável que mudou o caminho da gestão pública estadual nos últimos tempos. Ao final, o vice externou que as forças políticas responsáveis e os dirigentes partidários, que cultuam uma visão contemporânea de desenvolvimento terão a responsabilidade de garantir a continuidade dessa nova conjuntura socioeconômica vivida em Alagoas.

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