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Heloísa também ameaça surra em Lula

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| FOLHA ONLINE Brasília A ameaça do senador Arthur Virgílio (PSDB-AM), feita segunda-feira e repetida terça-feira pelodeputado Antonio Carlos Magalhães Neto (PFL-BA), de dar uma surra no presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ganhou pelo menos mais uma adepta: a senadora Heloísa Helena (PSOL-AL). Na tribuna do Senado, Heloísa Helena afirmou que, ao contrário do líder do PSDB, que usou o futuro do pretérito, ela faz a ameaça de dar uma surra em Lula no presente. Eu não seria capaz não, eu sou capaz. Se tocar em um filho meu, pode ser senador, presidente da República, eu viro uma onça, disse. Virgílio subiu à tribuna novamente e reafirmou: Eu dou ordem ao meu gabinete de não alterar minhas palavras nas notas taquigráficas. Quando me referi à surra, eu me referi à surra. O discurso do tucano foi criticado por petistas. Muitas vezes fui crítico ao presidente Fernando Henrique, mas sem perder o respeito a ele, disse o senador Eduardo Suplicy (PT-SP). O senhor tem todo o direito de bater em quem estiver envolvido nisso, mas não de dizer, sem qualquer prova, que daria uma surra no presidente Lula. Temos que fazer esse debate com o respeito que as figuras políticas merecem, afirmou a senadora Ideli Salvatti (PT-SC). O primeiro a causar alvoroço prometendo a surra foi ACM Neto, que, irritado, acusou a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) de monitorá-lo. O presidente da República, ou qualquer um dos seus que tiver coragem de se meter na minha frente, assim como disse o senador Virgílio, tomará uma surra. Não me intimido. Tenho coragem e vou até o fim. Não mexam com os meus nem comigo, porque estou pronto para me defender, disse. ### Tribuna vira palco para valentões ACM Neto afirmou que seus telefones foram grampeados em uma ação extra-oficial da Abin. Sua denúncia provocou piadas: todos se lembravam que o avô do deputado, o senador ACM, quase perdeu o mandato por denúncias de que havia mandado grampear os telefones de uma namorada e do marido dela. O deputado Walter Pinheiro (PT-BA) reagiu em defesa do presidente: Não é isto que a imunidade parlamentar nos confere: nem a bravata, nem a arrogância, nem tampouco o espírito antidemocrático e valentão. Molecagem O deputado Fernando Ferro (PT-PE) reagiu de modo ainda mais incisivo a Arthur Virgílio. Isso é um fraseado típico de gangue da periferia. É coisa de moleque. Não condiz com o equilíbrio que se exige de um líder no Senado. Saiba que, se for partir para a agressão, vai ter troco.Quem vai bater de verdade não avisa. Ele concluiu: Deixe de ser o ?João Grandão? do Senado e faça política, não molecagem.

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