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Lessa: Carnaúba piorou situação da Casal

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| ODILON RIOS Repórter O governador Ronaldo Lessa acusou ontem a diretoria recém-demitida da companhia, presidida por Marcos Carnaúba, de piorar a situação financeira da empresa. Segundo Lessa, Carnaúba foi demitido, através da imprensa, porque teve um comportamento inadequado. A Casal precisava mudar, o Conselho já tinha a posição de mudar, porque a diretoria que entrou a cada dia piorava a situação da Casal: há três meses estavam lá e três meses o prejuízo aumentando. Ele [Carnaúba] ia sair, mas teve um comportamento inadequado. Ao invés de dizer ao chefe dele, ao secretário ou ao governador, que estava havendo um problema, ele foi direto à imprensa. Quem faz isso também é demitido pela imprensa, sentenciou. Como parte das investigações na companhia, foi encaminhado ontem, à assessoria técnica do Ministério Público Estadual, o parecer do ex-presidente Carnaúba sobre o suposto roubo de tubulação na adutora de Belo Monte-Jacaré dos Homens. No Palácio, Lessa atacou funcionários da Casal, chamando-os de algozes e sacanas, depois que foi perguntado sobre a preocupação deles com o suposto fechamento da companhia. Apesar de não apontar diretamente culpados pela falência da Casal, o governador dizia: A Casal só se recupera se esses funcionários tiverem consciência de que eles não podem administrar para eles. A Gazeta tentou contato com o novo presidente da Casal, Jorge Briseno, porém sua assessoria informou que ele irá tomar pé da situação da companhia para falar com a imprensa. Não foram adiantadas datas. Em nota divulgada ontem, a diretoria do Sindicato dos Urbanitários, que representa os trabalhadores da Casal, negou saber que a companhia seria mal administrada pelos trabalhadores e disse que o governador cometeu um desatino: Acusar os trabalhadores de serem algozes da Casal é no mínimo um desatino, para não dizer que há má intenção. Na verdade, os trabalhadores são vítimas de péssimas administrações que se sucedem ao longo dos anos, colocadas com objetivos meramente político-eleitoreiros. ### Governador diz que discurso de 3ª será ameno Um dia após o anúncio do bloqueio do Fundo de Participação dos Estados (FPE) para pagar parte dos R$ 45 milhões de uma dívida com a União, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ligou ontem pela manhã ao governador Ronaldo Lessa (PDT) anunciando que não vem mais a Alagoas, na próxima terça, 15, participar da inauguração do Memorial à República. O dinheiro foi liberado na tarde de ontem e, quando foi ouvido pela imprensa, Lessa ainda não sabia do desbloqueio (ver matéria na página A3). A inauguração será parte da comemoração dos 116 anos da Proclamação da República, pelo Marechal Deodoro da Fonseca. No lugar de Lula, disse Lessa, virá o vice-presidente José Alencar. O memorial foi construído na Praia da Avenida. Ele [Lula] disse que eram problemas de ordem pessoal, que iria aproveitar esse feriado para passar com a família em São Paulo, ele tem passado muito tempo afastado com esses problemas todos, pediu desculpas, pediu que eu compreendesse, disse o governador, pouco antes de participar de um evento, ontem, no Palácio Floriano Peixoto, sobre o Dia da Consciência Negra, comemorado dia 20. Segundo Lessa, o bloqueio do FPE não seria o motivo da desistência de Lula em vir a Alagoas. Eu brinquei com ele e disse que prometia não fazer o discurso. Ele riu e disse que não está vindo por causa disso. Em 16 de setembro, quando o Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares foi inaugurado, em 16 de setembro, com a presença de Lula, o governador fez um discurso considerado duro, contra a cobrança de 22% da receita alagoana para pagamento da dívida pública do Estado. Desta vez, o governador prometeu que na próxima terça não fará discurso comentando o bloqueio do FPE. Não vou estragar uma festa brilhante do Brasil com um problema tão menor, analisou. |OR

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