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Para Aldo, AL é terra de paradoxos

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PETRÔNIO VIANA ODILON RIOS Repórteres O presidente da Câmara Federal, deputado Aldo Rebelo (PCdoB), em discurso mais ameno que o do presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros (PMDB), afirmou que Alagoas é uma terra de paradoxos, levando em conta, na comparação, o aspecto econômico e o social. Alagoas é uma terra de escassez e fartura, um paradoxo, com tanta capacidade de gerar na cultura, nos esportes, nas artes. O Brasil reconhece as suas qualidades, e ao mesmo tempo as desigualdades e deformações que também são os defeitos do Brasil, analisou o presidente da Câmara, também alagoano. Cana e miséria Apesar de não explicitar, Rebelo se referia à cana-de-açúcar, já que Alagoas é o segundo maior produtor da cultura no País e a miséria alagoana, considerada, pelos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) uma das maiores do País. No discurso, o deputado também falou sobre seu orgulho em prestar homenagens aos antepassados alagoanos. Aldo nasceu em Viçosa, foi do movimento estudantil alagoano e depois foi para São Paulo, onde fez carreira política. Na solenidade do Memorial à República, antes do descerramento da placa de inauguração, o deputado explicou como pretende desempenhar seu papel diante das disputas entre governo e oposição. Temos que lidar com tranqüilidade. Nem o interesse partidário, nem o interesse de facção estão acima da população. Modelo econômico Rebelo preferiu não elogiar nem criticar a política econômica do governo federal. O modelo econômico do Palocci [Antônio, ministro da Fazenda] é o modelo econômico do presidente da República e do governo. O presidente da Câmara não vai discutir o modelo econômico adotado pelo governo, enfatizou. O que nós queremos e desejamos é que as disputas entre governo e oposição preservem os interesses do Brasil. Que as ambições partidárias não se imponham acima dos interesses da população. É por essa razão que nós procuramos, com equilíbrio, senso de justiça e isenção, conduzir as atividades da Câmara, ponderou Rebelo. ### Presidente da AMA cobra ajuda para seca A prefeita de Feliz Deserto e presidente da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), Rosiana Beltrão (PMDB), aproveitou a inauguração do Memorial da República, ontem de manhã, para cobrar dos presidentes da Câmara Federal, deputado Aldo Rebelo (PCdoB), e do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros, um maior investimento de verbas federais nas cidades alagoanas atingidas pela seca. Já conversei com os presidentes da Câmara e do Senado, mas a gente não pode viver só daquela ajuda, daquele paliativo, criticou Rosiana. Estivemos ajudando os prefeitos no preenchimento das avaliações de danos feitas para que venha a ajuda federal. O governo federal só reconhece a situação de emergência depois que o governo do Estado homologa essas avaliações. Vários municípios do sertão alagoano já estão com pedido de situação de emergência. Começa um novo ciclo da seca, dos prefeitos reclamando da falta de verba, explicou a prefeita, lembrando que a situação tende a se agravar a cada ano, com o crescimento da população das regiões atingidas pela falta de chuvas. CANAL É ?FICÇÃO Na opinião de Rosiana Beltrão, o Canal do Sertão, que deveria abastecer grande parte dos municípios que sofrem com a escassez de água, tornou-se uma obra de ficção. Não adianta chegar no Canal do Sertão e dizer que vai terminar em pouco tempo porque não vai. O povo sertanejo não pode mais ser enganado com aquela obra. Então, já que não se pode fazer aquela, vamos fazer adutoras, barragens, cisternas, obras de menor porte que vão ajudar a minimizar esse sofrimento, reclamou. Rosiana Beltrão informou que pretende voltar a Brasília no próximo dia 21, acompanhada de outros prefeitos, para cobrar maior agilidade no envio dos recursos. |PV

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