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Jobim e a síndrome da conspiração

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| AGÊNCIA GLOBO São Paulo O ministro Nelson Jobim, presidente do Supremo Tribunal Federal (SFT), negou, sexta-feira à noite, que haja uma crise institucional entre o Judiciário e o Legislativo em função da decisão que interfere no processo de cassação do deputado José Dirceu (PT-SP). Segundo ele, não há nenhum juízo político que possa abalar as ações do STF, já que existe uma síndrome da conspiração em que aqueles que acham que têm razão querem impor sua opinião. Isso tudo é a síndrome da conspiração em cima de uma circunstância que se está vivendo. Decorre daquela necessidade de sempre se procurar razões ocultas. Isso é normal no processo, disse Jobim. Segundo ele, as críticas da oposição e de vários parlamentares que não concordaram com a decisão do STF que deixou em suspenso o processo de cassação de José Dirceu é política e desarrazoada. Nelson Jobim garantiu que o STF não se constrange com as críticas e acusações de interferência no Legislativo e acusou de antidemocráticos os que não aceitam as decisões judiciais. Como o STF só vai se reunir na próxima quarta-feira às 14h, Jobim disse que a decisão da Câmara dos Deputados, seja favorável ou não à cassação de Dirceu, poderá ser anulada pela instituição, dependendo do voto do ministro Sepúlveda Pertence. Se o Supremo conceder a liminar e tiver já sido feito o procedimento (cassação) está todo anulado o procedimento. O ministro do STF classificou como retaliação a ameaça do PSDB e PFL de não votar o orçamento da União enquanto não for votada a cassação de Dirceu. Candidatura: Não cogito Nelson Jobim também negou que cogita ser candidato a presidente da República pelo PMDB. Não cogito. Se dissesse que sou ou que não sou, estaria cogitando. E não cogito. Mas o futuro a Deus pertence, disse.

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