Política
Abílio entra na guerra verbal e acusa prefeito de omissão
| ODILON RIOS Repórter Mais um ingrediente foi acrescentado ontem à troca de acusações entre o governo do Estado e o prefeito de Maceió, Cícero Almeida (PTB), em torno do quebra-quebra feito por estudantes e sem-terra no prédio da prefeitura, quinta-feira passada. Ontem, foi a vez do governador em exercício, Luis Abílio (PDT), entrar na guerra verbal. Na sexta-feira, após a depredação, Almeida divulgou nota oficial acusando o governo estadual de omissão, por não ter enviado a Polícia Militar ao prédio da prefeitura para conter os ânimos. No mesmo dia, o governador Ronaldo Lessa rebateu a acusação, dizendo que não houve pedido da prefeitura para reforço da PM. Ontem, porém, Abílio disse que a Polícia Militar foi, sim, acionada, mas depois que o fato já tinha ocorrido. A prefeitura tem uma Guarda Civil, cuja missão é preservar o patrimônio público municipal. Vi uma declaração do próprio diretor da Guarda Municipal dizendo que a Guarda não chegou a tempo. A PM também não chegou a tempo. Deve ter havido algum motivo para isso. Segundo Abílio, a prefeitura tem uma assessoria militar, com 16 membros, pagos pelo governo do Estado, que poderia ter agido no episódio. É preciso que se fale com toda a clareza na omissão da Guarda Civil e da assessoria militar do prefeito. Poltrona Depois das críticas da presidente em exercício do Tribunal de Justiça, desembargadora Elizabeth Carvalho do Nascimento, divulgadas ontem pela Gazeta, em que ela afirma que o governo Lessa nunca teve o controle Estado, o governador, através de nota oficial, reagiu: Se ela saísse da poltrona confortável em que se encontra e fosse ajudar o juiz Marcelo Tadeu [da Vara de Execuções Penais], seria mais útil aos alagoanos. Segundo Lessa, ao tempo em que busca desqualificar e desconhecer o trabalho do nosso governo, Sua Excelência reconhece que o problema prisional é hoje um drama no Brasil. A nota foi publicada no site da Agência Alagoas, do governo estadual.