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Renan pode ser candidato, diz ministro

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| ODILON RIOS Repórter A visita do ministro Saraiva Felipe ao Estado e um almoço com parlamentares e prefeitos de municípios que têm convênios assinados pelo ministério serviram também para incentivar uma possível candidatura do senador Renan Calheiros (PMDB) ao governo alagoano este ano. Um restaurante da orla da capital foi fechado para receber quase 70 prefeitos, três deputados federais e autoridades que superlotaram o local. Em discurso, o ministro dizia: Para governador, pelo que estou vendo aqui, a campanha está bem encaminhada. Renan também discursou, mas não respondeu. Sobre o futuro político de Renan, Felipe insistia: Renan Calheiros pode começar no patamar de governo do Estado, mas pode pleitear qualquer coisa que quiser dentro do PMDB. O ministro disse ainda que não sabe se sairá do ministério em abril para ser candidato em Minas. Abril é o último mês para que ministros possam sair da função para disputar algum cargo eletivo. Saraiva Felipe é presidente do PMDB mineiro e secretário geral nacional do partido. Sobre o futuro do PMDB, se deverá acompanhar o governo Lula, respondeu: Eu defendo que o PMDB amadureça essa discussão, tenha candidatos nos estados. No plano federal, uma alternativa que o partido tem de considerar é o apoio ao presidente Lula, avaliou. Os peemedebistas decidem seu futuro em março, em convenção. O secretário de governo do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, tenta se lançar como candidato da legenda à Presidência da República, em oposição ao presidente Lula, e enfrenta resistências da ala governista. Sem críticas Ao falar aos prefeitos, Renan não fez críticas ao governo Lula, como vinha fazendo nos últimos meses tanto na imprensa como em discursos públicos. Substituiu tudo por elogios: Alagoas é um Estado muito pobre, que sempre recebeu ajuda federal e este é o momento da História em que recebeu mais dinheiro, disse, depois repetindo: Este é o melhor momento. Elogiou o governo Lula pelo empenho de verbas para obras no Estado, como o Canal do Sertão e o sistema Pratagy, sendo em seguida aplaudido por prefeitos. Ao se referir à disputa pelo governo, Renan disse que governar Alagoas não é fácil, lembrando da redução do pagamento das dívidas com a União, de 22% para 15% da receita estadual, medida conseguida no Supremo Tribunal Federal (STF), no fim do ano passado. Mas o governador Ronaldo Lessa consegue manter o equilíbrio do Estado, disse. No almoço também estavam prefeitos indiciados pela Operação Guabiru, que investiga fraude em licitações para aquisição de merenda escolar. Além de queijo, no restaurante servia-se carne de churrasco, coraçãozinho de frango, arroz, feijão e molhos de diversos tipos. ### Abílio nega racha com Celso Luiz O vice-governador Luis Abílio (PDT) repetia ontem que o presidente da Assembléia Legislativa, deputado Celso Luiz (PMN), não está rachado com o governo estadual. O problema administrativo é muito pequeno para romper relações, disse Abílio. Não há racha. Há duas semanas, Celso resolveu entregar todos os cargos que havia indicado no Departamento Estadual de Trânsito (Detran) ao governo estadual. Cogita-se que a entrega teria sido motivada pela aproximação política do presidente da Assembléia com o deputado federal João Lyra (PTB), candidato a candidato, como ele diz, ao governo alagoano. O governo nega a versão e Lyra silencia quando é perguntado sobre a definição de Celso ser candidato a vice-governador em sua chapa. Ontem, na imprensa, circulou a informação de que um acordo político entre Celso e Lyra estaria cada vez mais próximo. A secretária de Saúde, Kátia Born, presidente do PSB alagoano, pedia a atenção da Justiça Eleitoral para a propaganda, segundo ela fora de época, do deputado do PTB. O partido de Kátia entrou com uma representação no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) sobre a questão. Perda de espaço Depois de sete anos comandando o Detran-AL, Celso Luiz perdeu espaços para pessoas indicadas pelo governador Ronaldo Lessa, que está fazendo tratamento médico no Rio de Janeiro e só retorna na semana que vem ao Estado. Apesar de terem sido convidados para o almoço, nem Lyra nem Celso compareceram. Assessores do deputado federal diziam que ele estava em Brasília. Celso não foi localizado. Apenas três dos nove deputados da bancada federal alagoana foram ao almoço: Rogério Teófilo (PPS), João Caldas (PL) e Olavo Calheiros (PMDB). |OR ### Renan: Devemos varrer o salário extra Presidente do Senado nega paralisia do Congresso e diz que plenário vai reabrir no dia 16 O presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros (PMDB), voltou a dizer ontem que o Congresso Nacional não está parado e que a data de convocação para o plenário será a partir do dia 16 de janeiro. Houve uma exigência do Conselho de Ética para adiantar o julgamento dos processos. Ficou definida a convocação do plenário para que ele funcione a partir do dia 16, quando vamos votar a pauta da convocação, fazer a reforma política na Câmara, que fizemos no Senado, avançar na reforma tributária na Câmara, já que votamos no Senado e votar essa reforma de emergência, mesmo que não sirva para essa eleição, mas que sirva para as futuras eleições, que o Brasil ganhará muito com isso, explicou o senador. Ele fez duras críticas ao pagamento em dobro pela convocação dos congressistas e pediu a redução das férias dos parlamentares, segundo ele, muito longas, além de reclamar da burocracia brasileira e pedir a reforma política. Devemos acabar com essa excrescência do pagamento em dobro na convocação. Isso tem que ser varrido da Constituição federal para que possamos avançar na pauta, disse o senador. Apesar das críticas, Renan não respondia sobre a devolução do dinheiro extra recebido pela convocação. Até ontem, mais de 50 parlamentares nenhum de Alagoas tinham devolvido o dinheiro extra ou anunciado que vão doá-lo a instituições. Quanto à redução das férias, Renan propôs que o Congresso não trabalhe em julho e de 20 de dezembro a 20 de janeiro. Lembrou que não tira férias há seis anos. Para a reforma política, disse que o ideal é se chegar ao financiamento público de campanha: Mas isso em um quadro de reforma profunda, com cinco ou seis partidos funcionando no Brasil, com parâmetro óbvio para cada campanha com relação aquilo que é necessário ao Brasil. Enquanto isso não acontecer, acho que nós temos que tornar tudo absolutamente transparente e envolver a Receita Federal na fiscalização, detalhou o senador. Perguntado pela imprensa sobre como seria a fiscalização da Receita Federal em algo que não é oficial, como o caixa 2, argumentou: Essa distorção tem que ser verdadeiramente combatida, temos que ter um parâmetro óbvio para criar critérios para fiscalização. Se não contribuirmos para que a Justiça Eleitoral, com a colaboração da Receita, faça uma fiscalização mais eficaz, vamos manter esse processo absolutamente distorcido, invertido, contraditório, absurdo, que precisa ser combatido. |OR

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