loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 23/07/2026 | Ano | Nº 6273
Maceió, AL
25° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Política

Política

Celso está mais próximo de João Lyra

Ouvir
Compartilhar

| PETRÔNIO VIANA Repórter O PMN, partido do presidente da Assembléia Legislativa do Estado (ALE), deputado Celso Luiz, e de outros 15 deputados estaduais, está mais próximo de uma aliança nas eleições gerais deste ano, com o grupo político do deputado federal João Lyra (PTB) do que com o governador Ronaldo Lessa (PDT). Até o fim do ano passado, Celso Luiz, que também preside a legenda no Estado, não abria mão do apoio à candidatura de Lessa ao Senado. Lessa e Lyra já declararam diversas vezes, publicamente, seu antagonismo político. Entretanto, a lealdade de Celso Luiz foi abalada no fim do ano passado, quando Lessa decidiu exonerar a direção do Detran no Estado, formada por pessoas indicadas pelo deputado. Na época, Celso negou que tivesse havido um rompimento entre ele e o governador, mas deixou transparecer seu ressentimento em relação à decisão de Lessa. Houve um afastamento, comentou Celso. Perseguição De acordo com o deputado Marcos Ferreira (PMN), que tem mantido contato com Celso durante o recesso parlamentar, a justificativa de Lessa para as exonerações de que a decisão teria sido administrativa não convenceu o presidente da ALE. Ele [Celso] não ficou convencido de que não foi perseguição e ainda está ressentido. Ele achou que foi uma falta de consideração com um aliado de primeira ordem e de primeira hora, contou Ferreira. De acordo com Marcos Ferreira, a decisão de apoio a uma candidatura ao governo será tomada, dentro do PMN, pela maioria dos membros da legenda. Existe um pacto de que a escolha será feita pela maioria. Por exemplo, somos 16 deputados. Se 9 decidirem apoiar uma candidatura, todos vão seguir, explicou o deputado. Segundo Ferreira, a possibilidade de uma aliança com João Lyra é maior do que com Lessa, uma vez que o deputado federal é o único que tem procurado conversar com todos, já tem uma definição sobre a candidatura e não esconde isso. Estamos mais próximos de Lyra por causa da objetividade dele, mas vamos definir em conjunto, ouvindo a opinião de todos, salientou. Marcos Ferreira informou que o PMN deverá realizar reuniões durante todo o mês de janeiro, mesmo com o recesso parlamentar, no sentido de tomar decisões e repensar algumas diretrizes do partido. A primeira reunião dos candidatos do partido, com ou sem mandato, poderá ocorrer já nesta semana. Vou conversar com o Celso para ver a possibilidade de fazer uma reunião com os candidatos nesta semana. Precisamos conversar para definir critérios, justificou Marcos Ferreira. ### Atraso para liberar emendas desgasta governo na ALE O deputado Marcos Ferreira, presidente da comissão de Orçamento e Finanças da Assembléia Legislativa do Estado (ALE), revelou que o governo estadual ainda não liberou cerca de 60% das emendas parlamentares ao orçamento do Estado para o ano de 2005. No ano passado, os deputados estaduais fizeram emendas ao orçamento no valor aproximado de R$ 5,5 milhões. Desse total, o governo do Estado liberou o pagamento de pouco mais que a metade. Foram liberados R$ 2 milhões ou R$ 3 milhões. As emendas menores foram liberadas de uma vez; as maiores foram divididas em três vezes. Dessas parcelas, o governo só pagou a primeira, informou Ferreira. De acordo com o deputado, as emendas menores são aquelas de valor até R$ 100 mil. As acima de R$ 100 mil, o governo parcelou o pagamento em três vezes, com o compromisso de quitar a despesa até o mês de fevereiro. Marcos Ferreira revelou que a maioria das emendas, as consideradas menores, foi paga no dia 31 de dezembro. O governo do Estado utilizou recursos da Caixa Econômica Federal (CEF), incluídos na negociação para a manutenção da conta-salário dos servidores e da conta-fornecedor do Estado na instituição bancária estatal. O governo mandou a despesa para a Caixa e o banco pagou no último dia de 2004. Em fevereiro deve terminar o pagamento das emendas maiores. Agora faltam poucas emendas a serem pagas, disse o deputado. Critérios No início do mês de dezembro do ano passado, a demora do governo estadual em liberar as emendas parlamentares causou aborrecimento nos deputados estaduais, que ameaçaram não votar algumas matérias de interesse do Poder Executivo. Até mesmo a votação do orçamento anual do Estado foi ameaçada, o que causaria sérios transtornos à administração. Para o orçamento de 2006, o valor das emendas subiu para cerca R$ 20 milhões. Estamos lutando para atender às bases. Algumas entidades e todos os municípios do Estado foram contemplados, argumentou Ferreira. A possibilidade de que haja maiores dificuldades na liberação desses recursos é grande. Os critérios para a liberação dessas emendas vão depender do governo do Estado, avaliou o deputado. |PV

Relacionadas