Política
Bastos: Não partidarizamos o STF
FOLHAPRESS E GLOBO ONLINE São Paulo O ministro da Justiça, Marcio Thomaz Bastos, garantiu ontem que os próximos indicados para ocupar o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal serão escolhidos de acordo com sua competência, e não pelo partido político. O ministro disse que já enviou uma lista informal de nomes para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com quem se reunirá na próxima semana para avançar no assunto. A afirmação do ministro da Justiça é uma resposta à oposição, que questiona se Lula pode indicar mais ministros do STF. Lula nomeou quatro dos 11 membros e, até o final da gestão, deverá indicar outros três a vaga abre em caso de morte, de aposentadoria ou afastamento do ministro. Bastos ressaltou que os nomes contidos na lista são nomes de pessoas competentes e totalmente preparadas para assumir o cargo, assim como os já indicados pelo presidente Lula. Ele negou que o Planalto esteja partidarizando o STF se forem indicados políticos como o ex-ministro Tarso Genro e os deputados federais Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP) e Sigmaringa Seixas (PT-DF), cujos nomes foram apontados como cotados para o cargo. Não estamos partidarizando o STF. Se olharmos os votos, veremos que tem sempre uma constante, e todos aqueles que nós indicamos são homens que têm compromisso com as políticas públicas, com a impessoalidade e com a República. Esse é o papel do Supremo. É zelar pela República. Nós temos muito cuidado com isso afirmou o ministro, que participou hoje da posse do novo superintendente da Polícia Federal de São Paulo, Geraldo José de Araújo. Posse na PF Araújo é o terceiro policial a ocupar o cargo de superintendente da Polícia Federal em São Paulo na gestão de Lula. O primeiro foi Francisco Baltazar da Silva, ex-segurança do presidente e investigado pela PF por envolvimento com doleiros. Desde a saída de Baltazar, em 2005, o cargo era ocupado por José Ivan Lobato, que goza da confiança do diretor-geral da PF, Paulo Lacerda, e do ministro Márcio Thomaz Bastos. A posse de Araújo, que prometeu priorizar o combate à corrupção e ao narcotráfico, marca o retorno de policiais mais operacionais ao comando da PF. Ele fez carreira na Amazônia, onde foi corregedor e superintendente na PF do Pará. Em 1991, comandou uma operação de resgate de 53 brasileiros no Haiti. Entre 2003 e 2005, foi adido policial na Colômbia. Quem me conhece sabe que não gosto de três coisas: corrupção, corrupto e corruptor, disse Araújo. Durante discurso, ele disse ter ouvido que o ministro da Justiça é um homem vaidoso e que aceitou o cargo por mera veleidade. Afirmação com a qual não concorda. Bastos afirmou: Realmente, ser ministro da Justiça é uma coisa que fala muito à vaidade, mas o fato é que hoje estava em meu último dia de férias. Vim porque participar da posse do senhor [referindo-se a Araújo] é importante.