Política
Nonô não disputa mais cargo executivo
| ODILON RIOS Repórter O vice-presidente da Câmara dos Deputados, José Thomaz Nonô (PFL), não vai mais concorrer a cargos no Executivo governo do Estado e prefeitura de Maceió segundo ele próprio afirmou na semana que passou à Gazeta. Excluo formalmente concorrer a cargos no Executivo. A idéia, diz, não é válida apenas para este ano, mas até o futuro. O governo não me seduz, nem agora nem no futuro. Nonô também descartou disputar uma possível vaga de candidato a vice-presidente da República, em uma chapa do PFL este ano. Alguns companheiros sugeriram. É generosidade. Gostaria de ser candidato ao Senado. Não sendo, vou de novo para deputado federal. A última eleição de que participou para o Executivo, e perdeu, foi em 2000, quando concorreu com a então prefeita Kátia Born (PSB) ao governo municipal. Atualmente, o deputado articula sua candidatura ao Senado. Espera definição do deputado federal João Lyra (PTB), que escolhe seu vice e o candidato ao Senado até março. Lyra é candidato ao governo. Posso auxiliar um governador aqui em Brasília de uma forma sensível, marcante, diz o deputado, com mandato na Câmara desde 1983. Cenário nacional O PFL conversa com o PSDB para lançar uma chapa em conjunto. A estratégia vem à tona porque os pefelistas reconhecem que o prefeito do Rio de Janeiro, César Maia (PFL), não tem força política para participar da eleição neste ano. Um possÍvel candidato do PSDB seria o govenador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que recebeu o PFL na semana passada, no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, num encontro que acelerou as articulações de Alckmin para a Presidência. O melhor posicionado nas pesquisas contra o presidente Lula continua sendo o tucano José Serra, prefeito de São Paulo. ### Celso com Lyra, Renan fora da disputa O vice-presidente da Câmara dos Deputados, José Thomaz Nonô, acredita que o presidente da Assembléia Legislativa, deputado Celso Luiz (PMN), pode fazer uma chapa com o deputado federal João Lyra (PTB) para o governo. Mas não entra em detalhes. Seria oportuno para as forças de oposição, e para o deputado João Lyra, terem Celso Luiz ao seu lado, comentou. As forças de oposição estão na Prefeitura de Maceió. Alfinetando o governador Ronaldo Lessa (PDT), disse: Acho que um político deve fazer o possível e o impossível para manter suas tropas, seus amigos, seus apoios, suas forças. Geralmente, quando alguém claudica nessa missão, que é a mais importante de um político, a tendência é que a pessoa se aproxime do lado oposto. Palácio nega Membros do governo Lessa garantem que Celso Luiz não está distante do Palácio Floriano Peixoto e mantém contatos telefônicos com o governador, como aconteceu na última semana. Celso se afastou politicamente de Lessa porque perdeu o controle do Departamento Estadual de Trânsito (Detran). Neste cenário, Nonô exclui o presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros (PMDB), da disputa pelo governo e inclui Lyra. Suas razões para a exclusão de Renan este ano da corrida pelo governo: é jovem [Renan tem 50 anos], com possibilidade de disputar a reeleição à presidência do Senado, e não tem correspondido, segundo Nonô, a esses desesperados gestos de amor político do governador. Não acredito na candidatura de Renan dentro desse cenário que eu faço. Aliás, amigos comuns têm dito que ouvem do senador a mesma frase: ?Alagoas está muito difícil, atravessa uma condição financeira precária, seria um ônus grande?. Isso não me parece discurso de quem quer ser candidato, aponta. |OR ### Na Câmara, vereadores de sobreaviso A semana termina com uma vitória política do deputado federal José Thomaz Nonô, que apagou temporariamente o fogo da crise política entre a Prefeitura de Maceió e a Câmara Municipal, mas existe uma possibilidade, pelo menos engatilhada, de que a trégua política entre o prefeito Cícero Almeida (PTB) e o presidente da Câmara, Arnaldo Fontan (PFL), seja suspensa a qualquer momento. Duas reuniões uma na terça e outra na quarta-feira definiram que os vetos do prefeito ao Plano Diretor não serão derrubados na Câmara. A idéia é evitar que o clima político piore depois que o Legislativo derrubou as 16 emendas do prefeito ao Orçamento deste ano. Uma delas garantia o repasse de R$ 5 milhões, a mais, no duodécimo da Câmara, para aumento dos servidores, diz Fontan. Segundo o que foi apurado pela Gazeta, os vereadores da capital estariam de sobreaviso. Isso porque Fontan teria alertado aos parlamentares que poderia ser convocada uma sessão extraordinária a qualquer momento para apreciação dos vetos ao Plano Diretor. Há a informação até, de acordo com informações de fontes, de que a sessão seria convocada esta semana. Mas, entre vereadores ouvidos, isso não é consenso. A Gazeta tentou ouvir Fontan na sexta-feira, mas foi informada, por meio de sua assessoria, de que o presidente estaria em um enterro e depois indo a caminho de uma reunião, com vereadores. O assunto não foi informado. Essa reunião aconteceu no início da noite de sexta-feira. Alguns parlamentares vêem a convocação como uma estratégia política, ou seja, mandar recados à prefeitura para apressar uma resposta do prefeito Cícero Almeida sobre o futuro, na administração, do assessor especial do prefeito, Elionaldo Magalhães. Ele é visto como um obstáculo nas relações entre Câmara e Prefeitura. Durante esta semana, Elionaldo não foi visto pela imprensa nem encontrado pelo celular. Enquanto isso, a supercomissão criada pela Secretaria de Planejamento para administrar o orçamento da capital já escolheu seu comandante. Ele é funcionário efetivo da secretaria. Seu nome ainda é um mistério. |OR