Política
Sindicância no IZP deve ser arquivada
| PETRÔNIO VIANA Repórter O suposto responsável pela instalação de um grampo telefônico em uma das recepções do Instituto Zumbi dos Palmares (IZP), Ivanerges Amâncio de Amorim, teve sua exoneração do cargo de diretor administrativo e financeiro do órgão publicada ontem no Diário Oficial do Estado. A publicação torna definitivo afastamento de Amorim do cargo de confiança que exercia no IZP. Amorim havia sido afastado temporariamente de suas funções depois da descoberta do grampo, em 19 de dezembro do ano passado. Ele permanece como funcionário efetivo do órgão e está em férias. Sua demissão só pode ser feita após um inquérito administrativo, e isso não foi providenciado. De acordo com o presidente do IZP, Luciano Rocha, o relatório da comissão de sindicância ainda está sendo analisado. Rocha disse não saber o que fará com o relatório, mas acredita que o arquivamento seja a medida mais provável a ser tomada. O relatório foi baseado em apenas um depoimento, o do funcionário que descobriu o equipamento, e tem algumas falhas jurídicas, alega. Se nada puder ser comprovado, ele vai ser arquivado, disse Rocha. ### Presidente do IZP agora diz que grampo foi gambiarra De acordo com o presidente do Instituto Zumbi dos Palmares, (IZP), Luciano Rocha, a outra alternativa ao engavetamento do relatório da comissão interna de sindicância que investigou a instalação da escuta telefônica no órgão seria o envio da documentação à Secretaria Executiva de Planejamento, para que as medidas administrativas contra Amorim fossem tomadas. Na opinião de Luciano Rocha, o mais importante é que ele [Amorim] foi afastado definitivamente do cargo de confiança, com o apoio do governador Ronaldo Lessa [PDT], que entendeu o problema. O presidente do IZP declarou ainda que a exoneração oficial é independente do resultado da sindicância, mas não representa uma acusação. Ele [Amorim] perdeu o cargo de confiança que ocupava porque teve seu nome envolvido no caso e houve um desgaste. Apesar de não haver nada provado, o governo acatou a decisão, disse Rocha. Sobre a exoneração do ex-diretor do quadro de servidores efetivos do IZP, Luciano Rocha afirmou que para chegar a isso fica meio complicado. Ainda estou analisando o relatório, mas ele se baseou muito em um único depoimento, que não prova o fato em si. À boca miúda, qualquer um fala o que quer. Reunir provas concretas é mais complexo, observou Rocha, deixando a entender que Amorim deverá mesmo continuar como funcionário efetivo do instituto. gambiarra Para Luciano Rocha, com a realização das vistorias da Telemar e de uma empresa privada nas linhas telefônicas do IZP, nos termos políticos e institucionais, ficou comprovado que não existe essa prática, isto é, uma instalação sistemática de escutas telefônicas no órgão. Agora a questão é meramente administrativa, definiu o presidente do órgão. Rocha chegou até mesmo a negar que o equipamento encontrado fosse uma escuta telefônica. Não houve grampo. O que tinha ali era uma gambiarra, minimizou. |PV