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Heloísa rechaça aliança criada por Lessa

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| ODILON RIOS Repórter A senadora Heloísa Helena (P-Sol) criticou, na última sexta-feira, o frentão criado pelo governador Ronaldo Lessa (PDT), que procura um nome para disputar o governo estadual. Ela reclamou ainda da veiculação do seu nome pela frente governista, em reunião que aconteceu na semana passada na mansão de Lessa. E disse que o P-Sol terá candidato próprio ao governo. A única pessoa que me chamou [para conversar] foi o Ronaldo, afirmou a senadora. Eu fico surpresa quando vejo essas supostas frentes sendo construídas por jornal sem eu saber e, inclusive, colocando o meu nome e do partido. Quem me chamou para conversar, uma conversa sincera, tranqüila, foi o Ronaldo. Nós conhecemos profundamente um ao outro, somos temperamentais, sabemos os defeitos que um ou outro têm, e conversamos. Então se alguém quer construir um frentão para enfrentar, extorquir ou fazer qualquer outra coisa com candidato rico e poderoso que não tenho nenhum pingo de medo, não conte comigo, afirmou a senadora. Heloísa disse ainda que quer discutir um projeto para Alagoas. Alternativas concretas para minimizar a dor e o sofrimento do meu povo. Isso é que me interessa, disse Heloísa, em entrevista à Gazeta, logo após reunião na sede do P-Sol, no fim da manhã da sexta-feira, 10. O P-Sol terá candidatura própria ao governo do Estado. Está definido, reconhecemos que somos pequenos, o P-Sol é um partido pequeno, não é um partido nanico que serve como moeda de troca no jogo sujo eleitoral, mas reconhece que é um partido pequeno, que reconhece o direito, a legitimidade de qualquer um outro partido lançar qualquer um outro candidato, mas o P-Sol vai ter candidato próprio ao governo do Estado, enfatizou a senadora. A senadora também coloca que política de aliança só se faz com programa concreto, para Alagoas e para o Brasil. Nós não somos reféns da suja e medíocre matemática eleitoralista, de construir frentes artificiais, baseadas em tempo de televisão, de coeficiente para eleger deputado ou de qualquer uma outra motivação, implícita ou explícita, analisou. Ela afirmou ainda que política de aliança não é medida artificial para que meia dúzia se reúnam para ungir o escolhido. Não se faz assim. Política de aliança só se faz quando é gente séria, honesta, que não é vigarista, delinqüente, quando se constrói em torno de um programa, avaliou. ### Sobre Renan e Lyra: Preferia enfrentar os dois juntos A senadora Heloísa Helena (P-Sol) falou também do presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros (PMDB), e do pré-candidato ao governo, João Lyra (PTB). Sei que existem candidaturas fortes no Estado de Alagoas. Se fosse por uma questão própria, pessoal, do meu coração, iria disputar o governo do Estado. Não tenho medo da candidatura de João Lyra, de Renan Calheiros ou de qualquer um outro que ache que é dono do povo de Alagoas. Não tenho medo de nenhuma candidatura, não estou entre os covardes que têm medo de administrar a máquina pública do Estado de Alagoas, analisou. GENTE PODEROSA Tem muita gente que se diz tão poderosa, tão rica, tão bem relacionada em Brasília porque se acovarda. Se eu tiver que ir, não tenho medo. Não arrepio um único fio de cabelo por candidaturas que se apresentam como poderosíssimas, como as do deputado João Lyra e o senador Renan Calheiros. Não tenho um pingo de medo. Até preferiria enfrentar os dois juntos. Era a melhor coisa do mundo, completou a senadora. PROGRAMA DE GOVERNO Ela revelou ainda que o P-Sol está construindo um programa de governo, com justiça social e alternativas para a dinamização da economia local, para a geração de emprego, de renda, políticas sociais na área de segurança pública, na saúde, na educação, na assistência social. Quando estivermos com o nosso programa, vamos apresentar à sociedade e as forças sociais vão definir se essas propostas servem ou não para Alagoas, contou. Alagoas tem alternativas sim, para todas aquelas áreas, para a dinamização da economia local, para a geração de emprego, renda, para políticas sociais que recuperem a dignidade do povo, tem alternativas concretas em relação a isso, complementou Heloísa Helena. Sacrifício Quanto à sua candidatura à Presidência da República, que já apresenta índices de popularidade animadores, Heloísa Helena diz que aceita o desafio. Se eu tiver que arriscar nacionalmente será uma tarefa que me deixará muito honrada, em nome da esquerda socialista e democrática, que não se vende para se lambuzar no banquete farto do poder e não se rende para ser aceita no sujo convescote do capital. Vou fazer com alegria, avaliou. |OR

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