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Advogado preso por delegado denuncia humilhação à OAB

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| GILVAN FERREIRA Repórter O advogado Rui Barbosa Ferro denunciou a direção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) que foi preso ilegalmente e de forma arbitrária, na última sexta-feira, pelo delegado de Campo Alegre, José Edson de Medeiros Freitas. Segundo Barbosa, ele também foi humilhado e agredido durante sua prisão. Rui Ferro disse que foi preso em frente à Prefeitura de Campo Alegre pelo delegado José Edson e pelo chefe de serviço, conhecido como Berg. A prisão de Rui Barbosa aconteceu depois de ter discutido com o assessor da Prefeitura de Campo Alegre, identificado como Crispim. O delegado José Edson Medeiros já tinha prometido, por diversas vezes, me prender, por reclamar da sua atuação em um processo de um dos meus clientes. Na última sexta-feira, de forma violenta, o delegado me prendeu em frente à prefeitura, justificando que eu tinha cometido um suposto crime de injúria contra o assessor da prefeitura, conhecido como Crispim. No momento da prisão, o delegado não apresentou mandado de prisão ou qualquer decisão judicial. O delegado José Edson e o chefe de serviço Berg me agrediram e me humilharam diante de um grande número de pessoas que assistiu a minha prisão, que foi feita de forma ilegal, arbitrária e covarde, protestou Rui Barbosa. Momentos de tensão Segundo o advogado Rui Barbosa Ferro, ele teria sido jogado em uma cela imunda, com mais dois homens acusados de homicídios. Rui Barbosa revelou que conseguiu contato por telefone celular, que foi retirado depois de uma revista pelos policiais, com amigos e parentes, que acionaram o advogado Wlademir Araújo Wanderley, que entrou com um habeas-corpus no Fórum de Campo Alegre. O advogado Rui Barbosa Ferro foi libertado por decisão da juíza de Campo Alegre, Francisca de Oliveira, que acatou os argumentos da defesa do advogado Rui Barbosa. A direção da OAB deve encaminhar amanhã um documento pedindo uma investigação da Secretaria de Defesa Social sobre a ação, considerada ilegal e arbitrária. Ontem, a Gazeta tentou falar com o delegado José Edson Freitas, mas a informação de policiais era que ele não estava na cidade. Esse é o segundo caso de prisão envolvendo advogados em menos de uma semana. Na última quarta-feira, o advogado Fábio Ferrário foi preso por policiais federais durante uma operação para retirada de adesivos de candidatos colocados em veículos. Ferrário denunciou que sua prisão foi ilegal e arbitrári. O caso gerou uma manifestação do presidente da OAB nacional, Roberto Busato. ### O advogado do vereador Júnior Pagão, Fernando Ferro, tentou negociar com o Tribunal de Justiça de Alagoas a rendição do vereador O delegado de Rio Largo, Marcílio Barenco, indiciou o vereador Júnior Pagão pelo seqüestro da estudante Marcele Ricciardi, filha do proprietário da empresa Comissaria, responsável pela fornecimento de alimentos às empresas aéreas no aeroporto internacional Zumbi dos Palmares. Marcele Ricciardi foi seqüestrada em novembro do ano passado. Ela ficou ficou oito dias em poder dos seqüestradores e foi libertada depois que a família pagou um resgate de R$ 15 mil. Além do vereador Júnior Pagão, que está foragido desde do último dia 4 de janeiro, mais seis integrantes do grupo foram denunciados por participação do seqüestro da estudante. inquéritos Segundo o delegado Marcílio Barenco, o vereador Júnior Pagão deve ser indiciado em outros inquéritos, que apuram o seu envolvimento em outros seqüestros, assaltos, homicídios e no incêndio na Secretaria de Finanças de Rio Largo. O vereador Júnior Pagão é citado em vários inquéritos, que foram desmembrados. Nós encontramos provas de seu envolvimento no seqüestro da estudante Marcele e decidimos denunciá-lo à Justiça, mas ainda estamos investigando a sua participação em outros crimes em Rio Largo, explicou Barenco. Fuga O delegado Marcílio Barenco disse que não acredita que o vereador Júnior Pagão se entregue à Justiça e revelou que continua nas buscas para prendê-lo. Barenco revelou que também está encaminhando à Justiça o pedido de prisão preventiva do vereador Júnior Pagão. A Gazeta apurou que o advogado do vereador Júnior Pagão, Fernando Ferro, tentou negociar com o Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL) a rendição do vereador. Fernando Ferro teria cobrado acesso a todas as denúncias encaminhadas ao Núcleo de Combate ao Crime Organizado (NCCO) e a garantia que a prisão temporária de Júnior Pagão fosse revogada pelo Tribunal de Justiça de Alagoas. Superquadrilha Segundo o delegado Marcílio Barenco, a quadrilha liderada por Júnior Pagão teria o envolvimento de cerca de 20 integrantes, sendo que a maioria foi presa durante a Operação Mata do Rolo.|GF

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