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Palanque de Lula dividido em Alagoas

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Petrônio Viana Odilon Rios Repórteres A manutenção da verticalização nas próximas eleições vai gerar um fenômeno curioso em Alagoas: a criação de dois palanques para receber o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, com dois candidatos ao governo em campos radicalmente opostos no Estado. É o caso do PT e PTB. O presidente do diretório estadual petista, deputado estadual Paulo Fernando dos Santos, o Paulão, disse que o partido articula, com 90% de chances, para o lançamento de uma candidatura ao governo com duas siglas: PCdoB e PV, todos coordenados no projeto lulista. Seremos os candidatos da terceira via em Alagoas, afirma o deputado estadual. Para colocar o fenômeno em prática, estes partidos estudam quatro nomes: o ex-diretor-presidente da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Ricardo Valença, e o diretor-presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (Fapeal), Thomaz Beltrão, ambos do PT; o secretário de Cultura, Eduardo Bonfim, pelo PCdoB, e a presidente do Instituto do Meio Ambiente, Sandra Menezes, do PV. Esses partidos não apóiam o PTB, lembrou Paulão. Idéias A idéia deste grupo é lançar uma chapa proporcional para a Assembléia Legislativa, com três a quatro deputados e um federal. Questionado sobre a aproximação do governador Ronaldo Lessa (PDT) com o presidente da República - encontro que aconteceu na semana passada - o parlamentar disse que a reunião não vai alterar o quadro de Alagoas, e atacou: Aqui não se pode ficar nessa história de azul e encarnado, alfinetando as candidaturas do senador Teotonio Vilela Filho (PSDB) e do deputado federal João Lyra. Vai ser uma luta de Davi contra Golias, resumiu. Lyra João Lyra, porém, pensa de forma diferente. Ele acredita que pode haver sim a aproximação entre PTB e PT em Alagoas. O PTB não vai ter candidato à Presidência da República. Vai ter condições de se coligar a qualquer partido. E continuou: Meu candidato a presidente será Lula. O problema da coligação é que é diferente. O deputado federal disse que pode trazer até o presidente Lula ao Estado, em ritmo de campanha ao governo. Mas o deputado João Lyra também pondera. Acho que o PT daqui ainda vai conversar com o nacional, completou. Questionado sobre a diposição do PT em criar uma terceira via, ele acredita em uma decisão diferente no campo nacional: Acho que o PT vai ficar do nosso lado. Até porque é o palanque que o presidente Lula vai subir em Alagoas, analisou. ### Candidato a vice continua um mistério no frentão O anúncio da candidatura do senador Téo Vilela (PSDB) ao governo do Estado, pelo frentão, ainda vai deixar aberto o mistério sobre o vice. A previsão é de que o nome tanto do candidato ao governo quanto ao Senado sejam divulgados amanhã, às 10 horas, no Hotel Ritz Lagoa da Anta. Três nomes estão postos na disputa para a vaga de vice e até sexta-feira não estavam excluídos: a ex-prefeita de Arapiraca Célia Rocha (PSDB), o deputado estadual Antônio Albuquerque (PFL) - hipótese mais distante - e o cardiologista José Wanderley Neto, do PMDB, que disputou a Prefeitura da capital, mas não passou do primeiro turno. O governador Ronaldo Lessa (PDT), na última segunda-feira, incluiu outros quadros peemedebistas, como Albérico Cordeiro (prefeito de Palmeira dos Índios) e Rosiana Beltrão, prefeita de Feliz Deserto (PRP), mas fortemente aliada de Renan. Na sexta-feira, Téo disse que o nome do vice ainda estava sendo estudado e não havia prazos para o anúncio da vaga. Os nomes que foram postos são muito bons, resumiu. Neste fim de semana, Téo, Lessa e o presidente do Congresso Nacional, senador Renan e Calheiros (PMDB), vão acertar os últimos detalhes da composição. Sobre uma tentativa de aproximação entre o vice-presidente da Câmara dos Deputados, José Thomaz Nonô (PFL), e o governador, rivais desde 1999 no início do governo Lessa, Téo disse que existia possibilidade de ser quebrado este gelo. Eles são primos, se conhecem há muitos anos, completou. Nonô já disse, na semana passada, que não estavam excluídas conversações com lideranças políticas, mas, sobre o governador, adiantou duas coisas: primeiro, não muda o discurso em relação ao governo Lessa; segundo, não desiste de processar o governador, que acusou o deputado pefelista de participar do sindicato do crime. Porém, a aliança nacional para a eleição a presidente entre PSDB e PFL pode gerar a junção dos partidos também no Estado. |PV E OR

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