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ALE VAI DISCUTIR AÇÕES PARA DIMINUIR IMPACTOS AMBIENTAIS

Audiência pública no Legislativo é convocada pela Comissão de Meio Ambiente da Casa e tem como foco os vazamentos de óleo

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Apenas do litoral alagoano já foram recolhidas quase 170 toneladas do que seria derivado de petróleo. As manchas atingiram praias turísticas em diversos pontos do estado, colocando a fauna marinha em risco. Às vésperas da alta temporada, o turismo também teme o impacto do crime ambiental, já que este segmento é o que mais emprega no litoral. Com o objetivo de discutir saídas e soluções para a crise, a Assembleia Legislativa Estadual (ALE) realiza na segunda-feira (21), às 15h, uma audiência pública. A sessão foi proposta pelo deputado Davi Maia (DEM), presidente da Comissão de Meio Ambiente da ALE. Na visão dele, até agora as ações que foram realizadas pelo governo Renan Filho (MDB) foram insuficientes e, portanto, defende que decrete-se o estado de emergência. O parlamentar criticou, também, o fato de que o chefe do Poder Executivo demorou quase 40 dias para ir a uma praia que foi atingida pelas manchas de petróleo. Maia avalia que faltou ao gestor tratar a crise ambiental com total prioridade. “Ele [governador] parece não ter noção do tamanho do desastre ambiental que atinge Alagoas. Saber quem provocou isso é importante, mas é preciso, também, agir no sentido de dimensionar o volume dos danos ambientais. Ninguém pode afirmar que as manchas já foram e não voltam mais. Isso é algo de maré. Precisamos agir o quanto antes para evitar que essa situação - que afeta toda uma cadeia ambiental - provoque mais danos”, reagiu Maia, afirmando que o decreto de emergência proporciona recursos e ações federais de pronta resposta. Pressionado por críticas de entidades ligadas ao meio ambiente e de deputados estaduais, o governador foi, na última quinta-feira (17), pela primeira vez, a uma praia atingida pela mancha de óleo. A visita do chefe do Poder Executivo se deu quase 40 dias após o primeiro foco ser registrado por equipes no litoral, cabendo às prefeituras e voluntários a atuação inicial para mitigar os danos causados pelo problema, que ainda não foi dimensionado. Na ida à praia, Renan Filho não anunciou ações efetivas, pousando apenas para fotos e vídeos que foram publicados em suas redes sociais. As quase 170 toneladas recolhidas foram levadas para o Centro de Tratamento de Resíduos (CTR), Alagoas Ambiental, no Pilar. O material, segundo a assessoria da empresa, foi retirado das praias localizadas em Coruripe, Piaçabuçu, Feliz Deserto, Barra de São Miguel, Japaratinga e Maragogi. Na sexta-feira, Coruripe decretou estado de emergência. O prefeito de Coruripe, Joaquim Beltrão (MDB), justificou que a medida é necessária para a realização de ações que são necessárias para minimizar o impacto ambiental.

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