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NOVO CONSELHO DE SEGURANÇA MUNICIPAL DE MACEIÓ GERA POLÊMICA

Centro de Defesa de Direitos Humanos Zumbi dos Palmares vê divergências em projeto de lei aprovado pela Câmara de Vereadores da capital

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Mal saiu do papel e a proposta do Conselho Comunitário Municipal de Segurança de Maceió (CONSEMA) já tem sua legalidade questionada. Ao analisar a proposta, o Centro de Defesa de Direitos Humanos Zumbi dos Palmares (CEDECA) constatou que o Projeto de Lei (PL) que tramita na Câmara Municipal de Maceió tem pontos divergentes da Lei Federal n° 13.675/2018. Na sessão de ontem à tarde, após tramitar em regime de urgência, o PL foi aprovado por unanimidade pelos vereadores na Câmara, selando a criação do Conselho Comunitário Municipal de Segurança de Maceió. Segundo o CEDECA, a legislação previa a criação do CONSEMA, porém, com a devida participação de representantes da sociedade civil organizada. Por isso, assim que tomou conhecimento do encaminhamento por parte do Executivo municipal, optou por fazer alguns esclarecimentos. “Diz a lei que os conselhos serão compostos por representantes de entidades e organizações da sociedade cuja finalidade esteja relacionada com políticas de segurança pública e defesa social. Assim, observamos que o referido Projeto de Lei encontra-se em total desconformidade com as diretrizes da lei federal ao dispor um rol taxativo de entidades e órgãos que poderão indicar representantes ao CONSEMA, portanto, limitando a participação”, diz a nota do CEDECA. A entidade lembra ainda que o processo de escolha dos membros será por meio de eleição e aberta a todas as entidades e organizações que atuem com políticas de segurança pública.

Quanto à necessidade da criação do Conselho, ela já era era apontada, aqui em Alagoas, pelo próprio Ministério Público Estadual (MPE). Em recente entrevista à Gazeta, o promotor Antônio Malta Marques manifestou a importância da criação. “O MP, enquanto fiscal da lei, tem a obrigação de perseguir a sua aplicação, além de que a segurança pública, hoje, é uma preocupação de todo cidadão. Enxergamos na criação dos referidos conselhos, que é um órgão participativo e multidisciplinar, oportunidade de chamarmos a sociedade para colaborar na elaboração das diretrizes que vão nortear e ajudar as instituições da área de segurança a tornarem suas atuações mais eficientes, e como consequência, dando uma resposta rápida, e satisfatória, ao cidadão”, declarou o promotor. Ele lembrou ainda que, no sertão do estado, o processo já estava bem mais avançado que a capital, que pelo menos 28 cidades já haviam criado os conselhos. A prioridade para a região se deu, justamente, em função do registro de várias ocorrências violentas, entre elas o roubo e assalto a bancos com o emprego de ações violentas com emprego de armamento pesado. Para a instalação dos conselhos, o processo de debate com a sociedade se deu por meio de audiências públicas. Além de esclarecer o papel dos órgãos representativos, também serviram para a conscientização de sua importância no combate a violência.

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