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Saúde no Agreste

HOSPITAL REFERÊNCIA EM CÂNCER AMEAÇA PARALISAR ATENDIMENTO

Falta de repasse do governo Renan Filho pode suspender os tratamentos no Chama, em Arapiraca

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Sem receber desde agosto, a direção do hospital considera suspender as atividades aos pacientes atendidos pelo SUS; débito chega a R$ 320.426,84
Sem receber desde agosto, a direção do hospital considera suspender as atividades aos pacientes atendidos pelo SUS; débito chega a R$ 320.426,84 -

A falta de repasse do governo Renan Filho (MDB) pode provocar a suspensão nos atendimentos do setor de oncologia do Centro Hospitalar Manoel André (Chama), em Arapiraca, em prejuízo à saúde de pacientes com câncer no interior de Alagoas. Sem receber desde o mês de agosto, a direção do hospital considerou ontem suspender as atividades aos pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e parar em definitivo com a prestação do serviço a partir já da próxima segunda-feira, dia 2. O débito referente a apenas o mês de agosto é de R$ 320.426,84. Na tentativa de assegurar a manutenção do atendimento, a Secretaria de Saúde de Arapiraca informou à direção do Chama que mantém liberada a contrapartida do município com o pagamento mensal em dia, que soma o valor de R$ 995.594,30, à disposição do centro hospitalar, referência no atendimento para pacientes com câncer. Porém, por causa do descaso do governo, o tratamento para os pacientes está comprometido. Esta não é a primeira vez que o governo atrasa o pagamento e cria problemas ao atendimento em hospitais conveniados em Arapiraca. O mesmo quadro se repetiu em outubro, quando as instituições de saúde cobravam o pagamento, também com atraso chegando a três meses de serviços prestados. Além do Chama, o Hospital Afra Barbosa seguia conveniado ao tratamento contra o câncer. No último mês de agosto, o prefeito do município, Rogério Teófilo (PSDB), já chamava a atenção para a situação e afirmava que o governo Renan Filho colocava “nos ombros de Arapiraca a área da saúde”. De acordo com ele, a prefeitura tem aplicado em média 33% de recursos na área, quando o percentual constitucional é de 15%. “Há uma sobrecarga para o município”, pontuou o gestor, na ocasião. Por lei, o Estado é obrigado a organizar e manter o atendimento contra a doença. Diante do quadro de atrasos constantes, o governador Renan Filho e o secretário estadual da Saúde, Alexandre Ayres, após as declarações do prefeito, adotaram como posição atacar o Rogério Teófilo com insinuações de que ele estaria mentindo e ainda que iriam provar que não havia atraso nos pagamentos por parte da gestão estadual. Pela segunda vez desde as manifestações públicas do governador, a realidade comprova justamente o contrário, conforme reconhece a própria pasta estadual. Os atrasos também podem ser conferidos no Portal da Transparência do Estado de Alagoas. Por meio de nota, a Secretaria de Estado da Saúde (SESAU) informou que “após contato, via notificação para envio de auditoria, os repasses para Hospital Chama, em Arapiraca, serão realizados ainda esta semana, já que as ordens bancárias estão assinadas e encaminhadas à agência bancária responsável”.

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