Política
PRT cobra o valor de sal�rios dos servidores da Assembl�ia
ARNALDO FERREIRA A Assembléia Legislativa de Alagoas tem na sua folha de pagamento 1.799 servidores dos quadros efetivos, inativos, comissionados e 27 deputados. A lista nominal dos servidores chegou, anteontem, às mãos do chefe da Procuradoria Regional do Trabalho, procurador Alpiniano Prado. Porém, o valor financeiro da folha e quanto cada um dos servidores recebe do Poder continuam sendo um mistério para a Procuradoria. ?Recebemos a folha de pagamento da Assembléia, mas não nos enviaram o valor de cada salário e nem o total das despesas com servidores?, disse, ontem, à GAZETA DE ALAGOAS, Alpiniano Prado, ao acrescentar que não tem como dizer se o Poder Legislativo está enquadrado na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que limita gastos com pessoal. Alpiniano vai encaminhar ofício à mesa diretora, pedindo outras informações e esclarecimentos de dúvidas com relação à lotação de pessoal. Uma dessas dúvidas é o porquê de o Legislativo não ter informado os gastos que tem com cada servidor. Segundo os documentos que se encontram na Procuradoria, o quadro de efetivos tem 921 servidores, três procuradores, 358 aposentados, mais 15 procuradores aposentados e 27 deputados. Na folha de pagamento constam, ainda, mais 47 nomes de ex-deputados, além de 15 comissionados em cargos de direção no Legislativo, 11 servidores à disposição de outros Poderes e mais 402 servidores comissionados, o que totaliza 1. 799 servidores. Alpiniano Prado recebeu, na tarde de anteontem, os documentos com nomes, matrícula, data de admissão e lotação dos funcionários. Desde 1999, a Procuradoria Regional de Trabalho vinha solicitando às mesas diretoras da ALE a relação dos funcionários. Chegou a ajuizar uma ação civil pública e medida cautelar, mas não vinha obtendo êxito. ?Só a mesa atual, liderada pelo deputado Celso Luiz (PSB) atendeu a Procuradoria?, disse o chefe da PRT. A GAZETA DE ALAGOAS tentou obter cópias da tão cobiçada lista de servidores, que vinha sendo guardada a sete chaves na ALE, porém, o chefe da Procuradoria explicou que nesta fase inicial de investigação não é possível divulgar a lista de funcionários, porque existem dúvidas e a questão do sigilo de Justiça. A procuradoria deverá pedir esclarecimento à mesa diretora sobre alguns servidores que aparecem na relação de ?ativos?, que entraram na folha de pagamento sem concurso público e após a Constituição de 1988, período final da fase de efetivação de funcionários no serviço público, pelo critério de apadrinhamento. O presidente da mesa diretora da Assembléia Legislativa, deputado Celso Luiz, ao contrário das mesas anteriores disse, ontem, através de sua assessoria de imprensa, que todas as informações solicitadas pela Procuradoria Regional do Trabalho foram enviadas, anteontem. ?Caso a Procuradoria precise de mais informações sobre o pessoal do Poder Legislativo, pode entrar em contato com a mesa diretora. A nossa intenção é tornar o Poder o mais transparente possível e tudo tem sido feito neste sentido?, disse Celso Luiz, através de comunicado transmitido à imprensa por seu assessor, jornalista Roberto Lopes.